PM é preso por facilitar fugas e entrada de celulares na Custódia imprimir publicado em: 03 / 08 / 2017

Um policial militar foi preso nesta quinta-feira (03) durante a Operação Conexão, deflagrada pela Polícia Civil, por meio do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), em conjunto com a Secretaria de Justiça do Piauí. A ação visa a desarticular uma organização criminosa responsável por articular a entrada e comercialização de aparelhos celulares, baterias e carregadores dentro das Unidades Prisionais do Estado.

custodia

De acordo com ma Sejus, o PM teria facilitado a fuga ocorrida na Casa de Custódia em 02 de março deste ano. A investigações apuraram ainda que o policial facilitava a entrada de celulares, baterias e carregadores no presídio, com cerca de 40 aparelhos sendo levados para dentro da unidade prisional a cada plantão seu. A Sejus informou que os detentos pagavam o PM para poderem receber os aparelhos. A esposa do policial já tinha passagens pela polícia.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva, sete mandados de busca e apreensão e dois sequestros de bens e imóveis, além de uma busca e apreensão nos pavilhões da Casa de Custódia, de Teresina. A Operação Conexão envolve a participação de cem policiais civis e militares. Os mandados foram expedidos pelo juiz Luiz Moura, da Central de Inquéritos de Teresina.

 

operacao

Até o momento, seis pessoas já foram presas, sendo cinco em Teresina e uma em Timon. Os presos foram identificados como Josimar Carvalho da Silva, assaltante e apontado como o líder da organização criminosa, Cláudio Rodrigues do Nascimento, o PM que trabalhava na Casa de Custódia, Ismael Ferreira da Silva, Ivoneide Ângela Silva Ribeiro, Israel Alves da Silva e Paulo Reis Silva Ribeiro, que é filho de Ivoneide.

Os presos foram encaminhados para a sede do Greco, onde prestam depoimento ao delegado Charles de Holanda, que preside as investigações.

De acordo com o delegado Gustavo Jung, do Greco, Josimar é o elo de ligação entre criminosos na parte de fora do presídio e o sistema prisional. Ele repassava os aparelhos eletrônicos para o cabo da PM que os vendia aos presos da Custódia. Segundo informações do secretário de Segurança, Fábio Abreu, os celulares chegavam a ser repassados por até R$ 1.500,00 e esse preço variava de pavilhão para pavilhão.

A Secretaria de Segurança, até o momento, descarta o envolvimento de agentes penitenciárias no esquema criminoso. No final de junho, três agentes foram presos acusados de facilitar a entrada de drogas e celulares na Penitenciária de Parnaíba, no entanto a polícia afirmou que não há elementos que ligue a atuação destes agentes com o grupo que atuava na Casa de Custódia.

As investigações iniciaram há investigação há cinco meses após a fuga de quatro assaltantes de banco da Casa de Custódia. O delegado Charles de Holanda, que presidiu o inquérito, informou que a quadrilha atuava com seus membros atuando em funções bem definidas e que os criminosos chegavam a faturar valores em torno de R$ 5 mil por semana com a comercialização de celulares dentro do presídio.

A movimentação da polícia começou ainda durante a madrugada.

portalodia.com


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