Poliana Okimoto desabafa após bronze: “Me chamaram de velha” imprimir publicado em: 15 / 08 / 2016

PolianaA brasileira Poliana Okimoto desabafou após conquistar a medalha de bronze na maratona aquática e tornar-se a primeira mulher a conquistar o prêmio para o país na natação. E após o feito, obtido por conta da desclassificação da francesa Aurelie Muller, a atleta desabafou, pediu mais reconhecimento aos atletas olímpicos e disse ter sido chamada de “velha” durante o ciclo olímpico.

“Mais uma vez, me chamaram de velha, desacreditaram, e eu tive que dar a volta por cima. É difícil, mas com essa Olimpíada, o Brasil precisa aprender que tem vários atletas, não é só um atleta ou uma medalha que conta, é nosso esforço, nosso dia a dia, o que representamos para população e novos atletas, novos talentos. Levamos isso para nossa carreira e nosso profissionalismo. Não só eu, mas a maratona aquática merecia essa medalha”, celebrou a atleta, de 33 anos, em entrevista à TV Globo.

Logo após saber que havia ficado com a medalha, Poliana se emocionou bastante e demorou até conseguir conversar com a imprensa. Após duas experiências negativas em Pequim e Londres, a redenção veio em casa e em grande estilo.

“Eu não consigo nem falar, estou muito emocionada. Merecia muito essa medalha. Eu nunca treinei tanto como nesse ano, minha preparação física, meu aspecto psicológico, meu treino, está muito bom. Todos os dias que eu treinava, eu imaginava ganhar uma medalha e dava meu máximo em cada treino. Não deixava uma gota de suor dentro do meu corpo esperando que eu fosse conseguir essa medalha. Depois que eu saí de Londres, eu não imaginava que na próxima eu ia estar melhor ainda, fazendo melhores tempos e poderia estar disputando uma medalha depois de quatro anos”, salientou Poliana, que ressaltou ter feito trabalhado com a psicóloga Regina Brandão para superar o trauma de Londres.

“Londres foi uma experiência muito difícil para mim. Esse ano eu tentei deixar um pouco de lado isso, porque tinha muita previsão de a água poder estar fria e (o mar) estar mexido. Eu tentei esquecer isso, minha psicóloga me ajudou nisso, a pensar no futuro, no presente, fazer o hoje e tornar o hoje mais preciso. Treinei em água fria, me preparei para água fria, quente, mar mexido. Estava preparada para qualquer tipo de mar, mas Deus é brasileiro, deixou o mar tranquilo e temperatura da água boa. Fiz a melhor prova da minha vida, consciente e concentrada no que fazer. Não me alimentei na última volta, fui com coragem, sabia que não ia ser isso que ia me fazer falta. Estava morta, mas no sprint final ainda tive gás e foi muito bom, uma experiência única.”

uol.com


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