Polícia apura abuso sexual em caso de menina intoxicada em ritual imprimir publicado em: 27 / 04 / 2016

A polícia está apurando uma suspeita de abuso sexual no caso da criança de 10 anos, do sexo feminino, que foi intoxicada supostamente durante participação em um ritual religioso de “purificação”. De acordo com o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde a menina está internada, existem registro de que ela foi submetida a duas cirurgias para retirada de papilomas na laringe, uma verruga que pode ser causada por vírus sexualmente transmissível pela prática de sexo oral.

Analisando o prontuário da criança, a Direção do Hospital descobriu que ela passou uma cirurgia em 2015, no HUT, e outra em 2013, no Hospital Infantil, ambas para retirada de papilomas na laringe. No entanto, o diretor geral do HUT, Dr. Gilberto Albuquerque, ressalta que não existem indícios de abuso sexual no histórico da paciente e que o exame realizado por médicos legistas pode diagnosticar se houve abuso sexual.

Nesta terça-feira (26), médicos legistas do Instituto de Medicina Legal (IML) estiveram no HUT avaliando novamente a criança. A equipe coletou novas imagens e ampliou a analise sobre as cicatrizes no corpo da criança. “Como essa criança apresentava lesões que se repetiam, em formato de cruzes, a perícia deve ter avaliado o tempo em que essas cicatrizes estão, se são todas do mesmo período e o objeto causador. São esses detalhes que a perícia deve se ater, mas esses resultados serão citados em laudos periciais que deverão sair logo mais”, explicou o Dr. Gilberto Albuquerque.

A menina está em coma na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) desde que foi internada, no dia 14 de abril. O Hospital está aguardando um laudo sobre a composição do líquido ingerido pela criança para iniciar o protocolo de morte encefálica.

Nesta segunda-feira (25), a mãe da garota prestou depoimento no 4º Conselho Tutelar de Teresina, e afirmou que ela e a filha frequentavam o centro religioso há quatro anos, que a menina estava passando por um tratamento através de uma cerimônia de “purificação”. Contudo, a mãe negou que o suposto veneno tenha sido adquirido neste mesmo local.

Além da perícia do líquido que a garota teria ingerido, também foi feito um exame toxicológico. Somente com os laudos e resultados dos exames será possível identificar o que pode ter deixado a criança na situação em que se encontra hoje: em coma e sem apresentar reações.

Cidadeverde.com

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