Polícia Civil e agentes penitenciários adiam início da greve imprimir publicado em: 27 / 12 / 2016

greveO Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) e o dos Policiais Civis (Sinpolpi) decidiram suspender o início da greve geral, que aconteceria hoje (27) para janeiro do ano que vem. As entidades alegam que o movimento se propõe a parar os serviços da Segurança, Saúde e Educação do Estado, mas como várias categorias destes setores estão de recesso a greve, se iniciado agora, perderia força e não teria o caráter de “paralisação geral dos serviços públicos”. A informação é do vice-presidente do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda e do assessor jurídico do Sinpolpi, Constantino Júnior.

Os agentes penitenciários decidiram pela greve geral na última sexta-feira (23) e junto com eles, deliberaram também a favor da greve os delegados, agentes e escrivães da Polícia Civil, e os profissionais da saúde. “Como nós ainda estamos aguardando as assembleias da Educação, dos Militares e do Judiciário, resolvemos adiar o início da greve para janeiro e já começar o ano parando totalmente o funcionamento do serviço público”, explica Kleiton Holanda.

Acordo com o Estado

Outro fator que motivou o adiamento do início da greve por parte dos agentes penitenciários foi o acordo firmado entre a categoria e Poder Judiciário e Executivo ainda no ano passado, em que o governo se compromete a fazer contratações para aumentar o efetivo trabalhando nos presídios e reestruturar a carreira e condições de trabalho dos agentes.

Segundo o vice-presidente do Sinpoljuspi, espera-se que o Estado cumpra com o acordo, mas caso isso não seja feito, o movimento terá uma pauta a mais para reivindicar. “Estamos só dando o tempo de ver se essas contratações vão ser feitas de fato. Se não forem, a tendência é o movimento ficar ainda mais forte”, explica Kleiton.

Policiais, agentes e escrivães

Junto com o Sonpoljuspi, o Sinpolpi (Sindicato dos Policiais Civis do Estado), decidiram adiar o início do movimento grevista para janeiro, quando será realizada uma nova assembleia geral com todas as categorias, para discutir os rumos da agenda de lutas. Os motivos são os mesmos alegados pelos agentes penitenciários: com os serviços públicos de recesso, o movimento perderia força se deflagrado neste final de ano.

“Nós vamos nos reunir com nossa base e representantes das outras categorias para deliberar sobre o que faremos. Se a greve for surtir o efeito que esperamos, ela vai iniciar. Se não, veremos outros meios de nos articular para conseguir extrair do governo as propostas de melhoria que reivindicamos”, diz o assessor jurídico do Sinpolpi, Constantino Júnior.

educação

Educação

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte-PI) (Odenir Silva) informou que a intenção é que as escolas estaduais não iniciem o ano letivo de 2017. Já os docentes da Uespi se reunião em assembleia amanhã (28) para deliberar sobre os rumos do movimento.

Greve

Na última sexta-feira, agentes penitenciários, agentes da Polícia Civil, delegados e escrivães, juntamente com os profissionais da Saúde, deliberaram em favor da greve geral com início previsto para esta terça-feira (27). Com o início do movimento, os presídios da Capital não receberiam mais presos, visitas familiares e de advogados estariam suspensas e os detentos não seriam mais acompanhados nas audiências de custódia.

Já no caso da greve da Polícia Civil, delegados e agentes não registrariam mais BO, apenas flagrantes de crimes em que as vítimas fossem crianças, mulheres e idosos. A Saúde decidiu paralisar as atividades do Hemopi e do Lacen, e, gradualmente, os serviços dos hospitais estaduais na Capital e no interior.

portalodia.com


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