Polícia prende 15 suspeitos de participar de roubo à Servi-san imprimir publicado em: 31 / 03 / 2017

A Polícia Civil do Piauí apresentou nesta sexta-feira (31) os resultados da Operação Tríade Paulista, em que 15 pessoas foram presas por envolvimento com roubos à instituições bancárias, incluindo o assalto à agência de transporte de valores Servisan, em dezembro do ano passado, no centro de Teresina.

Eles são acusados de envolvimento em sequestro e assalto à empresa Servisan; roubo qualificado ao terminal auto atendimento do Banco do Brasil, localizado na Procuradoria Geral do Estado e furto qualificado contra os terminais de auto atendimento do Banco do Brasil, localizados no aeroporto de Teresina Petrônio Portela. Os crimes ocorreram em dezembro, junho e julho de 2016, respectivamente. Há ainda uma pessoa foragida, em São Paulo.

Os presos na operação Tríade Paulista

Os presos na operação Tríade Paulista

A polícia realizou ações em Teresina, em São Luís, no Maranhão e em São Paulo, além dos municípios paulistas de São José dos Campos, Cotia, Taboão da Serra e Jacareí. Participam da operação cerca de 100 policiais do Greco, da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, do  Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo e Policiais Civis do Maranhão.

A quadrilha é formada tanto por paulistas como por piauienses. “Há um elemento que mora aqui que é paulista, que mantinha contato com um irmão lá em São Paulo. Ele arregimentava outras pessoas lá para praticar os crimes aqui”, explicou o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Riedel Batista. Com a prisão dos membros do grupo, a polícia espera também, junto à Justiça, conseguir bloquear os valores que essas possam ter em bancos.

A operação é fruto de cerca de seis meses de investigações, que tomaram corpo após a prisão de Izabela Aparecida da Silva, em dezembro de 2016, em São Paulo. Ela era namorada de um dos membros da quadrilha, e com ela os policiais encontraram cerca de R$ 500 mil reais. “A imprensa paulista até noticiou a apreensão, dizendo que ninguém sabia da origem do dinheiro”,  comentou o delegado Carlos César, do GRECO (Grupo de Repressão ao Crime Organizado). “Agora, o delegado que ficou com o caso, Genival Vilela, vai adotar as providências no sentido de tentar recuperar esse dinheiro para o estado do Piauí”, disse.

“Está bem claro que eles vieram ao Piauí praticar o crime. Temos provas concretas, e alguns deles até confessando”, disse Carlos Cesar. Ele afirma ainda que um dos presos na operação planejava sequestrar uma pessoa, em São Paulo. “É um crime que foi evitado, com certeza”.

O delegado relatou que as quadrilhas do sudeste do país, principalmente de São Paulo, são as mais bem organizadas para cometer crimes dessa magnitude. “Hoje em dia, os grandes roubos que acontecem no Brasil, no Norte e Nordeste, são de indivíduos do sudeste, principalmente São Paulo. Crimes nessas bases de valores, como este da Servisan, e outros, na Prosegur no Pará, na Bahia, em Recife, por exemplo, têm grandes de indícios de organizações paulistas”, disse.

Entretanto, não é possível afirmar se os membros presos pela Polícia Civil do Piauí são membros de grandes facções criminosas. “A gente investigou o crime específico, não temos conhecimento se tais membros são de facção. A polícia paulista está agora tomando conhecimento desses casos, e provavelmente vão investigar a fundo”, disse o delegado Carlos Cesar.

portalodia.com


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