Preço médio da refeição em Teresina é de R$ 31,10, diz pesquisa imprimir publicado em: 14 / 03 / 2017

refeiçãoPesquisa, conduzida pelo Datafolha em novembro de 2016 a pedido da ASSERT (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador), mostra que nas cidades do Nordeste uma refeição completa (prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café) custa em média R$ 31,82. O valor é cerca de 9% maior que o do ano passado (R$ 29,18) e está abaixo da média nacional, que é R$ 32,94.

As três cidades com os maiores preços da região são, respectivamente, São Luís (R$ 36,96), Aracaju (R$ 35,62) e João Pessoa (R$ 34,36). A capital do Maranhão se mantém como a mais cara do Nordeste desde 2015.

Com base no preço médio de R$ 31,82 no Nordeste, um trabalhador, que na data da realização da pesquisa (novembro de 2016) recebia apenas um salário mínimo nacional (R$ 880) e não tinha o benefício do voucher-refeição, desembolsaria cerca de 79,5% de seu salário para se alimentar fora de casa durante sua jornada de trabalho, considerando 22 dias úteis, de segunda a sexta-feira.

A pesquisa foi realizada em 10 cidades e levou em conta 688 preços coletados em restaurantes, bares, lanchonetes e padarias que servem refeições em pratos e mesa e que aceitam voucher-refeição.

Confira abaixo o preço médio da refeição nas cidades pesquisadas no Nordeste:

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Confira também o preço médio da refeição nas regiões do País, nos últimos três anos:

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Diante desse cenário, o sistema de voucher-refeição tem um impacto positivo real na vida dos brasileiros e até mesmo na economia. O benefício é viabilizado no País por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho, que busca a complementação alimentar do trabalhador com o compartilhamento de responsabilidades entre o Governo e empresas. O PAT é considerado referência mundial e beneficia, atualmente, mais de 20 milhões de trabalhadores, sendo que 85% destes ganham até cinco salários mínimos.

Segundo Paula Cavagnari, diretora-presidente da ASSERT, a pesquisa é mais um serviço que a associação presta à sociedade e ao governo, pois além de apresentar o cenário dos preços das refeições fora do lar, o levantamento tem por objetivo verificar a percepção dos proprietários dos estabelecimentos comerciais em relação ao aumento da demanda por uma alimentação saudável. “De acordo com o estudo, aproximadamente cinco em cada dez responsável pelos estabelecimentos acreditam que os clientes estão mais preocupados com uma alimentação saudável, ou seja, com uma dieta equilibrada, com o consumo de verduras, legumes, grãos, proteínas, frutas e sucos naturais”, comenta Paula.


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