No Piauí, prefeito administra cidade de dentro da cadeia imprimir publicado em: 04 / 08 / 2016

despotaO vice-prefeito José Carlos Ferreira (PV), da cidade de Redenção do Gurguéia, localizada a 690 quilômetros de Teresina  confirmou que a cidade está sem prefeito, desde que a polícia desencadeou a Operação Déspota e prendeu o gestor Delano Parente (PP), no dia 14 de julho. Ele é acusado de fraudar licitações e de associação criminosa, e encontra-se detido no quartel do Corpo de Bombeiros, em Teresina.

Segundo o vice-prefeito José Carlos, Delano Parente mesmo preso está administrando a cidade.

“Eu tenho informações de que ele passou uma procuração para que uma pessoa possa ir ao banco e possa fazer os pagamentos da prefeitura. Ele ainda está no cargo devido a liminar”, afirma.

A assessoria de comunicação da Associação Piauiense de Municípios (APPM), informou que o prefeito Delano Parente não foi afastado do cargo, pois as denuncias ainda estão sendo investigadas.

O presidente da APPM, Arinaldo Leal visitou o prefeito Delano Parente e garantiu assistência para a administração da cidade.

O prefeito Delano Parente se mantém no cargo por meio de uma liminar concedida em janeiro deste ano. O prefeito havia sido afastado do cargo, depois de investigações do Ministério Público do Piauí constatar irregularidades em processos licitatórios e suspeita de fraude, as mesmas denuncias que culminaram na prisão do prefeito.

A Operação Déspota, deflagrada no último dia 14 de julho, resultou no cumprimento de 16 mandados de prisão, sendo oito preventivas e oito temporárias, mais onze mandados de busca e apreensão e três conduções coercitivas. A operação teve o objetivo de dar continuidade à apuração de atos de improbidade administrativa envolvendo o atual prefeito de Redenção do Gurgueia/PI, Secretários Municipais, servidores, empresários e advogados, que supostamente estavam envolvidos na prática de atos de fraude de licitação, cartel, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em prejuízo ao erário público.

O Ministério Público do Estado do Piauí e o Gaeco constataram a existência de fortes indícios de fraude em licitação, com superfaturamento de preço, emissão de notas fiscais, utilização de empresas de fachadas e lavagem de capitais.

PortalAZ


PDF pagePrint page

PARTICIPE

PUBLICIDADE

    Vale Vermelho

REDE SOCIAl

PUBLICIDADE

    Physio II

últimas