Professores da Ufpi sofrem agressões e são vítimas de pichações de ódio imprimir publicado em: 30 / 11 / 2016

ufpiNome de professor apagado com spray e em baixo escrito “fascista” e a mensagem “vaza da Rádio” são algumas das pichações vistas nos corredores da Ufpi (Universidade Federal do Piauí), numa tentativa de intimidar docentes.

As mensagens – algumas incitando o ódio – estão causando debates e provocando indignação na classe universitária. As pichações se concentram mais no CCE (Centro de Ciência da Educação) e até o diretor José Augusto Sobrinho foi alvo dos ataques.

Na parede, escrita com letra vermelha, o grupo – ainda não identificado- provocou: “se o diretor do CCE sai, o Temer sai também”.

Pelo menos seis docentes são alvos das agressões. Um deles é o professor de História, Dalton Macambira, ex-secretário Estadual de Meio Ambiente. Em pichações, Dalton é chamado de “ditador” e foi agredido verbalmente, juntamente com outros professores durante assembleia.

“Esses ataques vêm de um movimento sem maturidade que acham que o caminho é a agressão. Não concordei com a greve na Ufpi, neste momento, pra não fragilizar o movimento contra esse governo golpista”, afirmou Macambira.

O professor Laerte Magalhães, do curso de Comunicação Social, que foi chamado de “fascista” em pichações na sala dos professores, estranha a atitude do grupo.

“Eu não sou contra o movimento dos estudantes, não tenho nenhuma área de atrito com eles, acho estranho essas agressões. Não me aborreceram as pichações, o que me aborreceu foi terem apagado meu nome com spray numa agressão gratuita”, desabafou Laerte Magalhães que trabalha há mais de 30 anos na Ufpi.

Laerte disse ainda que não acionou a Polícia por não saber os autores do crime. “É um grupo que age na calada da noite, nas sombras  e manifesta ódio e desespero, achando que o bem público deve ser depredado”, ressaltou o professor.

O reitor da Ufpi, José Arimatea Lopes, informou que adotará as medidas cabíveis e que irá instalar câmeras para flagrarem os atos de vandalismo na universidade.

Nesta terça-feira (29), o PCdoB divulgou nota de repúdio a ação do grupo.

Veja na íntegra:

 

NOTA DE REPUDIO

Em nome do Comitê Estadual do PCdoB, denuncio e repúdio a ação de grupos fascistas, pseudo esquerdistas, que têm promovido ataques a professores da UFPI, cuja história de luta democrática e de defesa da universidade pública, bem como da construção de um Brasil soberano e justo, é reconhecida por toda a comunidade universitária do Piauí.  Destaco as agressões covardes e  explícitas, feitas na calada da noite, aos professores Laerte Magalhães (Comunicação) e Daton Macambira (História) praticadas  por pessoas que desconhecem a luta do povo brasileiro e em especial a construção da democracia no Piauí e na UFPI, cujos companheiros caluniados foram ativos protagonistas. Vale lembrar que os que atacam o campo democrático e de esquerda nesse momento se aliam claramente às forças golpistas e de direita ao promover a quebra da unidade das nossas fileiras e disseminar o divisionisno em nome de seus interesses mesquinhos. Bom registrar que os que atacam agora esses e outros professores apoiaram o impeachment da presidente Dilma e foram e, na prática  ainda são, aliados das forças golpistas.

O PCdoB conclama os democratas, progressistas e o movimento de esquerda do Piauí a condenarem essas agressões, práticas próprias do fascismo, contra os professores e à própria UFPI, e a se unirem em defesa da universidade pública, em defesa da democracia e contra o governo usurpador, anti nacional e golpista de Michel Temer.

José Carvalho Rufino – Vice-presidente o PCdoB do Piauí

 

Cidadeverde.com


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