Proprietários de caminhões relutam em participar do Corso de 2016 imprimir publicado em: 14 / 01 / 2016

Todos os anos, o Corso do Zé Pereira movimenta a economia de Teresina. Centenas de caminhões decorados saem às ruas da Capital para fazer a alegria dos foliões no final de semana que antecede o Carnaval. Este ano, quem está à procura de um veículo para participar do Corso deve ter um pouco mais de trabalho.

caminhoes no corsoOs proprietários de caminhões que realizam frete não estão muito animados para participar do maior desfile de carros alegóricos do mundo. O que em anos anteriores era uma oportunidade de ganhar uma renda extra, não é mais tão bem visto pela categoria. Os prejuízos acumulados nas edições anteriores têm feito muitos motoristas recusarem as propostas de aluguel apresentadas pelos participantes do Corso.

Francisco Ribeiro, proprietário de um caminhão que participou de edições anteriores da folia de rua, afirma que não pretende mais alugar seu veículo para festa. Segundo ele, os riscos de problemas mecânicos durante o evento podem resultar em prejuízos maiores que o valor do frete.

“Estive nas duas últimas edições e me arrependi. Apesar de ser um valor razoável, os riscos de problemas no caminhão são muito grandes. No ano passado, tive que mandar fazer um trabalho de lanternagem após um incidente que aconteceu durante o Corso. Por conta disso, decidi não participar mais”, comenta Francisco Ribeiro.

Preço

O frete de um caminhão para o Corso de Teresina varia em média entre R$ 800 e R$ 1.200, dependendo do tamanho e das condições do veículo. Valor este que, para alguns proprietários, não vale a pena fechar negócio. “Algumas pessoas que alugam os caminhões são muito mal educadas e acabam acontecendo conflitos durante o percurso. Esse também é um dos motivos que fazem com que quem tem caminhão aberto evite participar do Corso”, pontua.

Caminhões devem ser adaptados para segurança dos foliões

As inscrições para o Corso 2016 estão abertas até o próximo dia 29 de janeiro, de forma presencial, na sede da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves. Podem participar caminhões com ano de fabricação a partir de 1985, com comprimento máximo de até 14 metros e Bitrem de até 20 metros. A altura máxima permitida para os veículos participantes é de 4,2 metros.

Na hora da inscrição, o participante deve apresentar a CNH do motorista condutor e RG, CPF e comprovante de endereço do responsável, além da documentação regularizada do caminhão, sob pena de indeferimento do processo. Os veículos participantes também devem passar por adaptações para garantir a segurança dos foliões. Cada veículo deverá ter o guarda-corpo de madeira ou ferro com no mínimo 1,20m de altura para proteção dos foliões.

Os motoristas cadastrados deverão portar CNH e documentação regular do veículo. Além disso, eles serão submetidos a teste do bafômetro antes e durante o percurso do Corso. Em caso de comprovação de ingestão de bebida alcoólica, o caminhão será desclassificado e os responsáveis vão responder pelas sanções legais da legislação vigente.

Os três primeiros colocados vão receber uma premiação em dinheiro, sendo que o primeiro lugar leva R$ 2.500; o segundo lugar R$ 1.500; e o terceiro lugar recebe R$1.000.

A expectativa dos organizadores do Corso é igualar a marca de 226 caminhões que participaram do evento no ano passado. Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, Lázaro do Piauí, a procura por inscrições deve se intensificar nos próximos dias.

“Sabemos que muita gente deixa para fazer a inscrição na última hora. A nossa expectativa é, pelo menos, chegar perto do número do ano passado. O Corso está mudando de perfil, muita gente abre mão do caminhão para acompanhar o percurso a pé”, completa Lázaro do Piauí.


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