PSDB do Piauí pode mudar de comando e de perfil; Firmino deve sair em março imprimir publicado em: 13 / 02 / 2017

Wellington E Firmino

Firmino Filho e Wellington Dias, podem está no mesmo palanque em 2018.

Não será uma simples filiação. Quando Lucy Silveira e Silvio Mendes, na próxima semana, assinarem a ficha de filiação do PP, estará escancarada a convergência de projetos de Firmino Filho e Ciro Nogueira. Mais que isso: estará sacramentada uma mudança brusca na organização, no comando e no perfil do PSDB do Piauí.

Lucy é a mulher do prefeito Firmino Filho, há 20 anos a referência no tucanato piauiense. Silvio Mendes é a segunda estrela do partido, já tendo inclusive disputado o governo do Estado pelo partido. As mudanças acontecem com o aval de Firmino. Mas o detalhe é que as muitas dúvidas em torno do projeto que une Firmino e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, começam a se estreitar. E tudo tem a ver com 2018, claro!

O acordo de Ciro com o governador Wellington Dias na reforma do secretariado estadual, dá uma importante pista. Neste início de semana o governador deve anunciar as mudanças acertadas, com a ida de um aliado de Ciro para a secretaria de Saúde do estado. Na prática, significa um vínculo a mais entre Ciro e Wellington, ampliando a possibilidade de estarem juntos em 2018, no mesmo palanque.

E se Ciro e Firmino tendem a seguirem juntos, é de se supor que cresce enormemente a possibilidade de Ciro e Firmino estarem no mesmo palanque de Wellington. E aí se explica a ida dos tucanos ilustres para o PP: na disputa nacional de 2018, PSDB e PT devem estar em campos opostos. Ficaria complicado os dois partidos estarem juntos, aqui. Daí, a turma de Firmino muda de sigla – e o próprio Firmino deve fazer o mesmo em março.

Aí vem a segunda mudança: o PSDB nacional não está contente com essa movimentação e já se articula com outras lideranças locais. Quer no comando do partido alguém que esteja efetivamente no projeto nacional da sigla. Entre as alternativas estão o deputado estadual Robert Rios e o ex-senador João Vicente Claudino. O partido quer estar forte em todos os estados, e não pode ficar nas mãos de um Firmino que estará em outra sintonia.

A mudança de comando pode modificar o próprio perfil do partido, hoje muito teresinense. Com João Vicente, poderia sonhar em crescer no interior. Já Robert enterraria a clássica moderação dos tucanos.

Com um discurso claramente de oposição, Robert Rios já deixou claro que tende a deixar o governista PDT. E não falta convite. Mas deve mesmo desembarcar no PSDB, talvez como uma das estrelas do tucanato – ninho onde já esteve na eleição de 2002. Mas com um detalhe: naquele ano, Robert desobedeceu a direção do partido, que apoiava Hugo Napoleão – e resolveu apoiar Wellington Dias. Agora, deverá entrar no mesmo PSDB, mas para tomar o caminho oposto: ser a voz contra Wellington.


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