Responsáveis por queda de câmera no Parque Olímpico são indiciados imprimir publicado em: 25 / 11 / 2016

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Câmera despencou no Parque Olímpico próxima à Arena Carioca 1 no dia 15 de agosto

Os responsáveis pela câmera suspensa no Parque Olímpico que acabou caindo e ferindo oito pessoas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro, em agosto, foram indiciados nesta sexta (25) por lesão corporal.

A polícia civil do Rio de Janeiro informou que as investigações foram concluídas e apontaram a responsabilidade do acidente a pessoas que estavam trabalhando no momento da queda para a empresa Olympic Broadcasting Services (OBS), detentora dos direitos de imagem dos Jogos Olímpicos, e a CAMCAT – Systems Gmbh, contratada pela OBS.

Alexsander Brozec, Daniel Goestch, Hojn Arthur Pearce, Thomas Schindler e André Mendonça Furtado Mattos foram indiciados pelo crime de lesão corporal. “Eles eram as pessoas que, no momento do incidente com o sistema de câmera, tinham a responsabilidade de impedir o resultado ocorrido – a queda da câmera e as lesões provocadas em oito pessoas”, diz o comunicado da Polícia Civil do Rio.

A queda da câmera aconteceu no dia 15 de agosto, à tarde, momento em que o Parque Olímpico estava com grande número de visitantes. “Considerando a altura que o equipamento estava instalado, bem como seu peso e tamanho, a queda poderia ter causado até a morte de uma das vítimas, o que felizmente não ocorreu”, ressalta o comunicado da polícia.

A delegada responsável pelo caso, Carolina Salomão, explicou que os trabalhadores da empresa “tinham o dever de impedir o resultado, uma vez que, em razão do contrato, assumiram a posição de agentes garantidores. Destarte, deixando de tomar as medidas que deveriam para a segurança de todos e para as quais haviam sido contratados, deram ensejo ao resultado que era extremamente previsível que pudesse vir a ocorrer quando da ruptura do primeiro cabo do sistema de câmera, seja não isolando o local de forma adequada, não retirando a câmera que restou suspensa por outros dois cabos de suspensão quando da ruptura do cabo de movimento, fazendo com que ela permanecesse suspensa de forma inadequada, seja porque não tinham apto a execução um plano de emergência, caso ocorresse um imprevisto, como ocorreu, a fim de que as pessoas que transitavam naquele local ficassem a salvo”.

uol.com


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