Rússia manda bloquear a rede social LinkedIn imprimir publicado em: 18 / 11 / 2016

linkdin A Rússia ordenou nesta quinta-feira (17) o bloqueio da rede social LinkedIn, que se tornou no primeiro site a ser proibido no país após a aprovação de uma lei que manda empresas de internet armazenarem os dados pessoais de cidadãos dentro do território russo.

A empresa americana, que permite estabelecer contatos profissionais e procurar emprego, reclamou que a decisão afeta os seus “milhões de usuários” russos e se mostrou disposta a se reunir com as autoridades.

O LinkedIn, que foi comprado pela Microsoft por US$ 26,2 bilhões, afirma ter mais de 467 milhões de usuários no mundo, seis milhões deles na Rússia.

 Muito criticada pelo setor tecnológico, a lei aplicada ao LinkedIn obriga serviços de mensagens, sites de busca e redes sociais estrangeiros a armazenarem na Rússia os dados pessoais de seus usuários russos.

“Nunca tínhamos visto isto. Tal confrontação direta com os grandes grupos tecnológicos mundiais supõe uma nova página da história”, comentou no Facebook Leonid Volkov, da organização Sociedade de Defesa da internet, que luta contra a censura.

A questão dos dados pessoais e seu uso suscita debates em todo o mundo, mas é especialmente delicada na Rússia, onde as autoridades introduziram nos últimos anos várias leis que reforçam o controle sobre a internet e as redes sociais, ferramentas vitais para a oposição russa.

O Kremlin negou as acusações de censura no caso do LinkedIn. Segundo o porta-voz da presidência, Dmitri Peskov, o organismo regulador das telecomunicações, encarregado de aplicar a sentença, “age seguindo estritamente a lei”.

Esta agência reguladora já avisou várias vezes a grupos como Facebook e Twitter que deviam se adequar a nova lei, mas ainda não impôs a eles nenhuma sanção.

Desde o regresso de Vladimir Putin ao Kremlin em 2012, o endurecimento da legislação gerou regras como o que obriga os provedores de internet e as redes sociais a armazenarem as mensagens, ligações e dados de sus usuários durante seis meses.

AFP


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