Seleção olímpica se torna ‘moderna’ e pode ser exemplo para principal imprimir publicado em: 21 / 08 / 2016

selecaoO ouro não é o único saldo da seleção olímpica: o time vencedor mostrou uma nova forma de jogar, com tática mais próxima da europeia, compactação e esquema ofensivo. Um modelo bem diferente do que era desenvolvido pelo ex-técnico Dunga. E a inovação pode servir de modelo para a equipe principal.

São algumas as características do time montado por Rogério Micale: 1) a defesa joga avançada em linha, com o goleiro como líbero; 2) o time marca por pressão com quatro na linha de frente 3) Todos têm que voltar para compactar na hora de defender, atacantes de lado ajudam laterais, e os do meio, os volantes.

A seleção claramente se expõe mais pois não tem jogadores para povoar o meio de campo. Mas compensa por sufocar a saída do adversário: o goleiro alemão Timo Horn teve de rifar a bola várias vezes.

“Pela qualidade, pela geração, o treinador pode fazer isso. Temos dois zagueiros rápidos, time muito compacto. É difícil jogar em uma linha alta, é difícil marcar pressão o jogo inteiro. Em nenhum momento a gente deixou a Alemanha tocar a bola e sair o jogo”, explicou o zagueiro Rodrigo Caio.

O meia Renato Augusto, jogador mais importante taticamente na final, entende que o novo esquema é o que se pratica em todo o mundo. Mas não vê uma fórmula perfeita e acabada.

“Acho que você pode jogar com quantos atacantes você quiser. Não é só porque tem quatro atacantes que é ofensivo. Não tem nada a ver. Os da beirada ajudam os laterais. E os do meio ajudem os volantes. São dois jogos: com a bola e sem a bola. Tem que virar a chave de ataque e defesa”, contou o volante/meia da seleção.

Para ele, o sistema funcionou pelos atletas que tinham no time. “Não existe um modo perfeito. Tem erros, pontos falhos em qualquer sistema. Com os jogadores que a gente tinha, foi perfeito”, analisou.

Idealizador do sistema, Micale tem como princípio um jogo com time que pressione o adversário com toda sua linha de ataque. E aposta na velocidade dos zagueiros para fechar os espaços, além da atuação de Renato Augusto e Wallace na proteção. Mas, mesmo eles, saíram bastante para o jogo. Houve, sim, problemas como um distanciamento entre os jogadores do meio e do ataque em determinados momentos.

“Espero que possa ter contribuído com o trabalho que o professor Tite, de repente, possa levar desse momento que estamos vivendo para a principal. São situações bem diferentes. Tite terá três dias para harmonizar a equipe, para trabalhar, é pouco tempo. Ele vai contar com uma junção de fatores para que as coisas funcionem”, disse Micale.

Ainda é muito cedo para ver uma nova forma de jogar no Brasil, como ressalta o próprio treinador. É, no entanto, uma experiência válida para o time principal.

uol.com


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