Suspenso julgamento do acusado de acidente que matou jornalista imprimir publicado em: 29 / 05 / 2017

julgamentoO julgamento do acusado de provocar o acidente de trânsito que matou o jornalista Júlio César, em 2006, foi suspenso na manhã desta segunda-feira (29) após mandado de segurança expedido pelo desembargador Luis Gonzaga Brandão. A defesa do réu Everaldo Ralfa de Sousa alegou que o recurso extraordinário para não levar o processo ao Júri Popular ainda aguarda resposta do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Queremos que ele aqui seja submetido ao julgamento justo, não seja feito vingança. Levar o cidadão ao Tribunal do Júri, ele pode pegar mais de 20 anos de prisão por um acidente”, comentou o advogado de defesa, Gustavo Uchôa.

advogado

Advogado de acusação vai entrar com pedido para derrubar liminar (Foto: Reprodução/TV Clube)

Para o advogado da família da vítima, Alciomar Pinheiro, o recurso da defesa não teria efeito suspensivo para evitar o julgamento do caso. Ele pretende analisar a situação e entrar com o pedido de reconstituição para derrubar a liminar.

“O objetivo deste recurso é questionar o fato do processo indo a júri popular, já que tem pendência no STF. Só que o fato não suspende o julgamento. O procedimento adotado não deveria ter sido considerado, já que a situação do processo está regular, tanto que os outros pedidos feitos pela defesa foram negados outras vezes”, declarou Alciomar Pinheiro.

O acusado, que tem antecedentes criminais, pode ser condenado a pena de reclusão de 12 a 30 anos caso seja julgado pelo Júri Popular. No entanto, caso o STF julgue que o crime foi culposo, ao invés de doloso, o Tribunal do Júri não teria mais competência para analisar o caso.

Segundo o promotor de Justiça João Malato, as provas existentes nos autos do processo demonstram que o réu agiu por dolo eventual, quando o agente assume o risco. Ele lembrou que o acusado dirigia embriagado e alta velocidade, quando colidiu com o carro da vítima.

“O motorista dirigia embriagado e com risco de machucar alguém, ele tem que ser submetido a julgamento perante ao Tribunal do Júri para que sirva de exemplo para os demais”, declarou João Malato.

Entenda o caso

No dia 23 de junho de 2006, o jornalista Júlio César retornava de carro do bairro Saci, Zona Sul de Teresina, quando seu veículo foi colidido na traseira por uma F-250 e arrastado por 50 metros na Avenida Henry Wall de Carvalho. O acusado fugiu do local sem prestar socorro a vítima, que sofreu ferimentos graves e faleceu quatro dias depois em um hospital particular.


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