Taxistas estimam queda de até 60% nas corridas com a chegada do Uber imprimir publicado em: 11 / 11 / 2016

taxistasEmbora o presidente do Sindicato dos Taxistas não veja o Uber como uma ameaça, profissionais estão apreensivos. É o caso de Tibério Ribeiro Neto, que trabalha há 25 anos como taxista ao lado do Hospital Getúlio Vargas, na Avenida Frei Serafim.

“O que vemos é protesto em todas as capitais por onde o Uber chega. Então, aqui não vai ser diferente. Eu acredito numa queda de 60% do número de corridas que fazemos por dia”, lamenta o taxista.

Sebastião Ferreira Filho tem 34 anos de profissão e diz que a chegada do Uber vai ser ruim, visto que os colegas de outras capitais estão revoltados. “A gente vê na televisão que está até tendo morte. Infelizmente, vai chegar aqui, assim como os mototaxistas chegaram e prejudicaram o nosso negócio”, comenta.

Ferreira vê o Uber como um concorrente desigual, porque não terá gastos, o que explica que o serviço seja, em média, 30% mais barato do que o do táxi. “A gente paga cerca de R$ 200 ao Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia], todos os anos, para o órgão aferir o taxímetro. Também temos que estar com tudo regularizado. Precisamos ter uma licença para ter carteira de motorista apta a transportar passageiro. Enfim, são muitas exigências”, conta.

Denis Moraes, com 17 anos no ramo, concorda com os outros colegas e diz que a chegada do Uber vai prejudicar os taxistas e seus familiares, visto que a renda do profissional vai sofrer uma queda com a redução das corridas. Ele lembra ainda que a bandeirada (valor mínimo a ser pago ao taxista) só é reajustada anualmente e, às vezes, em até dois anos. Atualmente, a bandeira 1 está custando R$ 3,40.


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