Teresina: alunos da rede municipal sofrem com o calor nas salas de aula imprimir publicado em: 30 / 10 / 2016

Escola Municipal Professor Nelson do Amaral Sobreira

Escola Municipal Professor Nelson do Amaral Sobreira

“É muito quente, dentro da sala de aula o calor é insuportável, não sei como essas crianças aguentam”, relata a professora de Educação Física da Escola Municipal Professor Nelson do Amaral Sobreira, localizada no bairro Planalto Bela Vista, zona Sul de Teresina.

Esta é a realidade de quase metade das salas de aula das escolas municipais de Teresina. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semec), a rede municipal de ensino possui no total 2.012 salas de aula, mas apenas 1.048 têm aparelhos de ar-condicionado, ou seja, 48% das salas ainda não foram climatizadas.

Ar-condicionado em escolas não é luxo, mas sim uma necessidade na capital, principalmente no período do B-R-O-BRÓ, o mais quente do ano. Alunos e professores da escola Professor Nelson do Amaral Sobreira sabem bem qual é a sensação de permanecer em uma sala com altas temperaturas. São 435 alunos, do 1º ao 5º ano, que estudam nos turnos manhã e tarde, nas oito salas de aula que possuem apenas ventiladores que circulam ar quente e abafado.

“Nossos alunos são crianças, eles ficam se mexendo nas cadeiras, ficam incomodados, suados e impacientes. É difícil ministrar aula nessas condições, o tempo todo os alunos pedem para beber água e ir ao banheiro, porque ficam agoniados com o calor intenso”, diz a professora Evonalda.

De acordo com os professores, o rendimento dos alunos se torna baixo devido ao calor, o que prejudica a aprendizagem, principalmente dos que estudam no turno da tarde.

A professora de Educação Física tem estratégias para amenizar o calor nas tardes mais quentes. “Eu peço para quem eles venham vestidos com roupas de banho, daí faço uma aula diferente, vamos para uma área da escola e dou banho de mangueira neles, atividade rápida, só para aliviar o calor, e eles adoram”, conta a professora.

A mãe de um aluno da escola que preferiu não se identificar questiona: “Por que só a diretoria, sala de professores e secretaria têm ar-condicionado? Nossos filhos também merecem conforto, eles reclamam demais do calor e esses ventiladores não dão conta”, conclui a mãe indignada.

Além da falta de ar-condicionado nas salas de aula, a escola tem outras deficiências. A unidade existe há 22 anos e desde então só recebeu uma reforma onde houve a substituição do piso e o alteamento do teto. A escola possui aluno com deficiência física, mas não é adaptada.

Outra reclamação constante são as paredes das salas de aula, que possuem os antigos cobogós, que têm a finalidade de possibilitar a ventilação e luminosidade para dentro do ambiente. Para a professora Evonalda, os cobogós não estão sendo uteis na escola: “Eu dou aula aqui há 16 anos e as paredes sempre foram assim, dizem que é para entrar vento, mas aqui não venta. Com os cobogós, o sol invade uma parte da sala de aula”.


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