Pesquisa: Teresina é a 14ª cidade do País que mais gasta com saúde imprimir publicado em: 22 / 04 / 2016

HUTApesar de ser apenas 20ª cidade mais populosa do País, com mais de 840 mil habitantes, Teresina é a 14ª que mais gasta com saúde. Com despesa de R$ 843 milhões por ano no setor, a capital do Piauí ultrapassa o montante de capitais mais populosas, como Salvador (3 milhões de habitantes), Manaus (2 milhões de habitantes) Maceió (1 milhão de habitantes), São Luís (1 milhão de habitantes) e Natal (862 mil habitantes).

Os dados foram divulgados no Rio de Janeiro, durante o lançamento da 11ª edição do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil. O evento é promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e traz vários dados sobre os mais de 5 mil municípios do País. As informações mais recentes são referentes ao ano de 2014.

Em 2014, enquanto Teresina gastou R$ 842 milhões, São Luís usou R$ 704 milhões; Manaus, R$ 700 milhões; Maceió, R$ 566 milhões; Salvador, R$ 552 milhões; Natal, R$ 506 milhões. Além de ser, entre essas seis capitais, a que mais gastou, Teresina também é que mais usa recursos próprios para o setor.

De acordo com o anuário, dos R$ 842 milhões, apenas R$ 306 milhões são do Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, é do Governo Federal ou Estadual. Os outros 536 milhões, o que equivalente a 63,6%, são recursos próprios do Município.

Segundo o prefeito de Belo Horizonte/MG, Marcio Lacerda, presidente da FNP, os municípios têm gastado cada vez mais em saúde. “Em 2014, o total dos municípios empenharam na saúde 22,9% das suas receitas, cerca de R$ 23 bilhões. Por coincidência, nós tivemos uma arrecadação total de IPTU em todos os municípios brasileiros de 24,7 bilhões. Ou seja, quase 100% do IPTU foi gasto só com saúde, o que revela o tamanho da dificuldade dos municípios”, ressaltou o prefeito.

Poucas pessoas têm acesso a plano de saúde

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Francisco Pádua, disse a que a capital do Piauí gasta 34% de seu orçamento com saúde, o dobro do mínimo determinado pela Constituição Federal, que é de 15%. Ele explica que isso ocorre porque a dependência da população da rede pública é muito grande.

De acordo com Pádua, em Teresina menos de 20% da população tem acesso a planos de saúde privados, por isso é necessário o investimento no setor, seja em unidades básicas de saúde, em hospitais maiores ou no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que atende a todo o Piauí. A média nacional é de 27% da população, segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais – Uma Análise das Condições de Vida dos Brasileiros, divulgada pelo IBGE no ano passado.

Pádua citou uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina em parceria com a ONG Contas Abertas. Segundo o levantamento, baseado em dados de 2014, Teresina aplicou R$ 2,91 per capita por dia naquele ano, atrás apenas de duas capitais: Campo Grande (MS), com gasto de R$ 3,16, e Belo Horizonte (MG), com R$ 3,09 por pessoa/ dia.


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