Única praça do 25ºBC sonha em ser oficial: “não existe barreira” imprimir publicado em: 08 / 03 / 2018

sargentoEla tem 1.65 metro de altura e ocupa uma vaga que era disputada por ambos os sexos, mas foi ocupada por uma mulher. A sargento Yasmin Santos de Aguiar, 23 anos, chegou este ano ao Piauí e é a única sargento no 25º Batalhão de Caçadores entre os 426 praças na corporação. Para ela, ingressar no Exército [que é predominantemente masculino] sempre foi um sonho conquistado com muito esforço, dedicação e incentivo da família. No Estado, ela pretende se formar em Direito e ingressar como oficial de carreira no Exército.

“Vim de uma família de militares. Meu pai, meu avô, minha irmã são militares… cresci nesse meio. Quando terminei o Ensino Médio, fiz o curso em Técnico em Enfermagem pensando em usar no meio militar, pois esta era a única forma da mulher entrar no Exército. Então, fiz o concurso para entrar na carreira militar”, relembra a jovem.

Yasmin Santos é do Rio de Janeiro e chegou em Teresina-PI no início deste ano. Ela é recém-formada na Escola de Sargentos de Logística (EsSLog) e terminou seu curso em dezembro de 2017. O Piauí é sua primeira Organização Militar (local de trabalho) e , literalmente, será sua casa pelos próximos três anos.

Na Capital do Piauí, a rotina dela é voltada aos cuidados da saúde dos militares e de seus familiares, bem como para atividades administrativas na área de saúde e apoio externo.

A sargento conta que a participação da mulher no Exército ainda é pequena, mas vem crescendo devido a outras formas de ingresso.

praca exercito“Até pouco tempo, a única forma de entrar era como praça, mais especificamente como sargento na área de Saúde. A partir de 2016, a mulher passou a entrar também  como praça em outros quadros como Material Bélico, Intendência, Topografia e Comunicações. Hoje, a mulher não precisa mais ter um curso técnico em Enfermagem que só é necessário para a área de Saúde. Nas outras áreas que citei, basta apenas ter Ensino Médio, se inscrever no concurso e a qualificação técnica será feita dentro da escola de sargentos, assim como os homens”, explica a sargento que é natural de Duque de Caxias-RJ.

Yasmin Santos cita qualidades femininas que são importantes na carreira militar que, segundo ela, é desafiadora, mas por outro lado, não tem mais tanta resistência por parte do sexo masculino.

“Sou a única praça feminina. É um desafio porque a gente tem que estar ali, se impor, mostrar que a gente pode, consegue. Acredito que hoje em dia está mais forte na cabeça das pessoas que as mulheres vieram para somar. As qualidade femininas são importantes também para o meio militar. O ingresso do segmento feminino no Exército só melhorou. A mulher é mais delicada, organizada… a gente tem  um ‘tato’ maior e conseguimos ver isso principalmente na saúde que no Exército é onde existem mais mulheres. A gente consegue lidar melhor, conversar”, disse a militar.

Cidadeverde.com

PARTICIPE

PUBLICIDADE

REDE SOCIAl

PUBLICIDADE

    Physio II

últimas