Wellington retorna confiante após conversas com ministros do TCU imprimir publicado em: 09 / 05 / 2018

DiasO governador Wellington Dias (PT) deve retornar nesta quarta-feira (9) ao Piauí depois de uma agenda de compromissos em Brasília, inclusive duas audiências com ministros do Tribunal de Contas da União para tratar dos empréstimos contraídos pelo Governo do Piauí com a Caixa Econômica Federal, que estão bloqueados. Na segunda-feira (7), às 9h, Wellington Dias se reuniu com o ministro José Múcio Monteiro Filho. Na terça-feira, às 16h, a reunião foi com Benjamin Zymler.

Nos dois encontros, a mesma pauta: as operações de crédito com a Caixa Econômica – Finisa I e Finisa II – alvo de sucessivas denúncias da oposição na Assembleia Legislativa ao longo dos últimos meses. O governo é acusado pela oposição de sumir com o dinheiro, mais de R$ 300 milhões da primeira parcela do Finisa I, depois de desviar os recursos da conta convênio para a conta única do Estado.

“O que eu posso afirmar é que estamos no bom caminho, primeiro é bom lembrar onde nasceu, onde se originou esse processo. Foi a partir de um relatório dos auditores do Tribunal de Contas do Estado. Eu creio que a decisão dada monocraticamente pelo conselheiro Kennedy Barros colocou um ponto que de um lado é de grande interesse público, permite que o Piauí não seja prejudicado e possa receber um contrato de empréstimo novo com a Caixa Econômica no valor de R$ 315 milhões, que é um valor para obras de infraestrutura, um conjunto de obras no Sul, Centro, Norte do Piauí, aliás junto com a outra parcela chegaremos ao 224 municípios seja com obra de mobilidade: calçamento, asfaltamento, estradas nas regiões, pontes, saneamento, obras relacionadas a educação, ou seja, garante aquilo que o Piauí precisa, que é movimentar economia, gerar emprego e renda com ações fundamentais”, defendeu o governador, em entrevistas à TV Meio Norte, direito da capital federal.

Esclarecido

Wellington Dias se diz confiante de que os empréstimos serão liberados depois dos esclarecimentos feitos pela equipe econômica do governo. “Eu estou bastante confiante porque eu compreendo que o Tribunal de Contas [do Estado] não tinha naquele momento todas as informações, por essa razão tomou uma decisão preliminar”, acredita.

“Agora com as informações estou confiante que a gente vai garantir as condições de não prejudicar o Estado quanto ao recebimento dos empréstimos, e é claro, as outras medidas em relação ao contrato que está em andamento vão prosseguir e vemos isso com naturalidade, da mesma forma estamos respondendo nas outras ações, como na parte da Justiça Federal, já apresentamos nossas defesas e justificativas e confiante que temos chances boas de reformular”, avaliou.

Wellington Dias ressaltou que o dinheiro, após ser creditado na conta do Estado, pertence ao Estado, que cabe decidir onde e como aplicar esse montante, obedecendo, lógico, as cláusulas estabelecidas nos contratos. “No caso da Justiça é bom que se diga que nós temos apenas que tomar uma decisão. Dinheiro de empréstimo é dinheiro da União ou do Estado? Essa é uma decisão que tem que ser tomada porque as jurisprudências sempre foram de que a partir do instante que o dinheiro do empréstimo entra na conta, ele pertence ao ente: ao município ou Estado. Claro que nos obrigando, a partir de uma conta específica de controle, por ali também prestar conta em relação ao banco. Nesse caso a Caixa Econômica, onde tomamos o empréstimo”.

O governador afirma que a confiança aumentou depois das conversas em Brasília. “Estou retornando ao Piauí e bastante confiante com uma vitória que não é minha, uma vitória que é do povo do Piauí , eu lamento mais uma vez que tenha todo o esforço de alguns líderes para impedir investimentos para o estado, isso é atrasado, em nada contribui e quem é prejudicado é o povo, por isso que com essa experiência faço um exemplo para que a gente tenha uma pactuação que sempre existiu em vários estados e também nos últimos anos no Piauí, temos que ter nossa disputa eleitoral, mas naquilo que é de interesse maior do povo estamos juntos unidos na defesa de mais investimentos”, concluiu o chefe do Executivo.

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