Wellington vai exonerar PM envolvido na morte de Emilly imprimir publicado em: 10 / 01 / 2018

Coronel Carlos Augusto

Coronel Carlos Augusto

O governador Wellington Dias (PT) deve assinar nos próximos dias a exoneração do soldado Aldo Luís Barbosa Dornel, suspeito de ter feito os disparos que mataram Emilly Caetano, de 9 anos, durante uma abordagem desastrosa, na zona leste de Teresina. O comandante geral da Polícia Militar, o coronel Carlos Augusto, explicou que foi encaminhado ao governador Wellington Dias a sentença que revogou liminar que havia anulado teste psicológico realizado pelo policial.

Dornel havia ingressado na Polícia Militar mesmo tendo sido reprovado em uma das etapas do concurso público, referente ao teste psicológico. Inconformado com a decisão, ele ingressou no Tribunal de Justiça com um recurso e conseguiu uma liminar do juiz Oton Mário José Lustosa que anulou o resultado do teste. Assim ele e mais quatro policiais entraram na corporação.

Só que o Estado do Piauí e a Uespi contestaram a decisão e o juiz Rodrigo Alaggio revogou, em setembro de 2016, a liminar concedida a Dornel, julgando improcedente a ação do policial. Dessa forma o resultado do teste psicológico que reprovou os policiais ficou mantido e assim eles ficaram reprovados no concurso. Até então o comandante afirmou que não tinha sido informado dessa sentença.

O coronel Carlos Augusto informou que agora que está com a sentença e que já encaminhou ela para o governador. “Eu encaminhei para ele ontem à tarde a decisão do Tribunal de Justiça que cassou a liminar dele, no que diz respeito ao psicotécnico, mas não posso afirmar se ele já assinou [a exoneração] e publicou no Diário Oficial do Piauí”, explicou o coronel.

Ele disse que somente após a publicação, será oficializada a saída de Dornel da polícia. Dessa forma ele será julgado apenas na esfera penal e perde os direitos como oficial da Polícia Militar. “O governador assinando, na hora que publicar, eu vou fazer um pedido para tirar ele da folha de pagamento e a desincorporação dele da polícia, recolhimento da farda e da arma, assim ele sai da Polícia Militar”, destacou.

Relembre o caso

Emilly Caetano da Costa, de 9 anos, morreu ao ser atingida com dois tiros durante uma abordagem da Polícia Militar na Avenida João XXIII, localizada na zona leste de Teresina, na noite do dia 25 de dezembro de 2017. A criança, juntamente com os pais e duas irmãs, estavam em um veículo modelo Renault Clio, vermelho.

Evandro Costa e Dayanne Costa, pais de Emilly, também foram baleados dentro do carro. Os dois policiais, Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves, que participaram da ação estão presos no presídio militar.

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