WhatsApp é considerado o app de mensagens mais seguro por 57% dos brasileiros imprimir publicado em: 30 / 01 / 2017

Uma pesquisa encomendada pelo WhatsApp para o Datafolha confirmou algo que já era esperado: ele é o aplicativo mais utilizado por brasileiros no celular, ficando à frente até mesmo do Facebook, do Youtube e do Messenger. Além disso, para 57% dos brasileiros, ele é o aplicativo mais seguro para se trocar mensagens sigilosas.

Ao todo, a pesquisa ouviu 2.363 pessoas com 13 anos ou mais em 130 cidades do Brasil, entre os dias 24 e 28 de novembro. Elas consideraram o WhatsApp o aplicativo mais seguro para a troca de mensagens sigilosas como “assuntos pessoais ou dados bancários”. Trata-se de um resultado positivo, já que, de fato, o aplicativo usa criptografia ponta-a-ponta. Curiosamente, porém, as mensagens SMS, que não têm qualquer tipo de criptografia, ficaram em segundo lugar. Confira abaixo os resultados:

pesquisa

Falar com a família e com os amigos foram os dois principais usos que as pessoas citaram para o aplicativo (97% e 95%, respectivamente). Em terceiro lugar, com 60%, ficou o uso do app para “conversar com colegas ou ex-colegas de escola, faculdade ou outros cursos”. Em seguida veio “Uso comercial”, com 42%: isso se refere ao uso do WhatsApp para conversar com empresas e prestadores de serviço.

Assuntos sigilosos

Os principais assuntos compartilhados pelos brasileiros no aplicativo, no entanto, não são tão sensíveis assim. 61% disseram usá-lo para contar “momentos importantes seus ou de familiares ou amigos”, e 54% para “conversar para combinar encontros ou viagens com familiares, amigos, colegas de trabalho e outros”. Empatados em terceiro lugar, com 53%, estavam os usos do app para enviar “piadas, memes e coisas engraçadas” e para mandar “vídeos e filmes”.

No entanto, 71% dos usuários de WhatsApp disseram que compartilham mensagens confidenciais ou pessoais. Nessa categoria, os principais dados compartilhados são “informações pessoais suas ou de amigos” (46%), “conversas sobre temas profissionais” (30%) e “assuntos íntimos” (22%). Também são frequentemente enviadas informações de saúde, financeiras e documentos ou dados pessoais pelo app.

Bom e seguro

Para 93% dos brasileiros, o WhatsApp é um aplicativo “bom” (49%) ou  “excelente” (44%). As avaliações positivas do aplicativo foram mais frequentes entre pessoas com maior poder aquisitivo, pessoas com maior escolaridade e o público masculino. Menos de 1% considera o aplicativo “ruim” ou “péssimo”, e 82% colocam o aplicativo como um dos seus três apps preferidos para celular.

Garantir a privacidade das mensagens parece ser parte do que faz o WhatsApp ser tão bem avaliado. Ao todo, 94% dos respondentes consideram “importante” (29%) ou “muito importante” (65%) que o aplicativo garanta a privacidade das mensagens.

Com relação aos bloqueios do WhatsApp feitos pela justiça, 74% se disseram contra – o que não é de se estranhar, já que o uso do aplicativo é tão difundido e ele é tão bem avaliado. Entre os restantes, 22% disseram ser a favor do bloqueio e 5% não soube opinar. 

Relação com o Facebook

Surpreende um pouco, por outro lado, a avaliação feita pelos brasileiros sobre a relação entre o Facebook e o WhatsApp. A maioria (54%) considerou a compra do aplicativo de mensagens pelo Facebook “positiva” ou “muito positiva”, com apenas 8% achando-a “negativa” ou “muito negativa”. 37% disseram-se neutros com relação à compra.

Por outro lado, o compartilhamento de informações do WhatsApp com o Facebook foi, no geral, bem visto pelos usuários. 81% deles concordam que o app compartilhe suas informações com o Facebook para aumentar a segurança, 79% concordam em fazer isso para melhorar a sugestão de produtos à sua disposição e 69% concorda em fazer isso para combater o spam.

Em agosto, o Facebook anunciou que passaria a coletar os dados dos usuários do WhatsApp para associá-los ao seu perfil. No mês seguinte, a Alemanha obrigou a empresa a interromper essa coleta de dados por considerá-la anti-ética e ilegal. Em novembro, o Reino Unido fez a mesma coisa, e poucos dias depois a medida foi adotada pela Europa inteira.

Olhar Digital


PDF pagePrint page

PARTICIPE

PUBLICIDADE

REDE SOCIAl

PUBLICIDADE

    Physio II

últimas