Acusado de provocar acidente que matou jornalista vai a júri imprimir publicado em: 29 / 05 / 2017

jornalisaOnze anos depois, o motorista acusado de provocar o acidente que matou o jornalista Júlio César de Macedo Galvão vai a julgamento nesta segunda-feira (29). O caso ocorreu no dia 23 de junho de 2006, mas somente este ano o Tribunal de Justiça do Piauí decidiu levar a Júri Popular o réu Everaldo Ralfa de Sousa.

Segundo o processo, Júlio César retornava de carro do bairro Saci, Zona Sul de Teresina, quando seu veículo foi colidido na traseira por uma F-250 e arrastado por 50 metros na Avenida Henry Wall de Carvalho. O acusado fugiu do local sem prestar socorro a vítima, que sofreu ferimentos graves e faleceu quatro dias depois em um hospital particular.

Em abril deste ano, o juiz Antônio Noleto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, apresentou sentença contra o acusado e enviou o caso para o julgamento popular pelo crime de homicídio doloso qualificado, quando há intenção de matar. Para o promotor de Justiça João Malato, as provas existentes nos autos do processo demonstram que o réu agiu por dolo eventual, quando o agente assume o risco.

“Apesar de tratar de um homicídio de trânsito, as provas colecionadas aos autos demonstraram que o réu não agiu por culpa e sim por dolo eventual. Tendo em vista que o acidente em 2006, o réu dirigia em estado de embriaguez e alta velocidade, colidindo com o carro da vítima, que veio falecer posteriormente. Além disso, o acusado fugiu do local sem prestar socorro a vítima”, destacou.

Para o promotor de Justiça, se o motorista dirigia embriagado e com risco de machucar alguém, ele tem que ser submetido a julgamento perante ao Tribunal do Júri para que sirva de exemplo para os demais. O acusado, que tem antecedentes criminais, pode ser condenado a pena de reclusão de 12 a 30 anos.

O advogado da família do jornalista, Alcimar Pinheiro, explicou que a principal base para sustentar o processo por tanto tempo foi o excesso de velocidade. Segundo ele, o acusado estaria dirigindo a 160 km/h.

“O que levou ao indiciamento do réu foi a absurda velocidade que ele desempenhava na hora em que colidiu com o carro da vítima. Aliado ainda a afirmação de que ele teria ingerido bebida alcoólica”, disse o advogado.

Depois de recursos apresentados pela defesa durante estes anos, a família espera que Everaldo pague pelo crime que cometeu. “A família ver com expectativa, acreditando na justiça e esperando que o responsável pela morte de Júlio César pague pelo crime que cometeu”, destacou o advogado.

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