‘Cansado de mentira’, Valdivia esclarece sua negociação com Peixe imprimir publicado em: 16 / 04 / 2017

O assunto mais falado do Santos na semana foi Valdivia. O presidente Modesto Roma revelou que tentou contratar o chileno em janeiro, mas as negociações não evoluíram.

valdiviaO Peixe deve retomar o contato nas próximas semanas já que o meia tem contrato com o Al-Wahda até agosto e pode assinar um pré-acordo com qualquer clube. O Alvinegro vê a oportunidade de trazer um jogador “pronto”, apenas sob o custo dos salários.

Incomodado com as especulações no noticiário, Valdivia, que é avesso às entrevistas, resolveu falar. O jogador de 33 anos negou qualquer atrito e pedido alto de salário, elogiou o presidente Modesto Roma, disse que gostaria de voltar a ser comandado pelo técnico Dorival Júnior e deixou no ar a possibilidade de jogar pelo Alvinegro a partir de agosto.

– Realmente, não gosto muito de dar entrevista, mas estou cansado de ver tanta mentira sobre mim. Publicaram que eu teria irritado a diretoria do Santos por, supostamente, ter aceitado uma oferta e, logo depois, pedido mais dinheiro para pressionar o clube, já que a janela iria fechar. E até chegaram a escrever que eu receberia o salário no valor do teto do clube. Erraram no suposto tempo de contrato, erraram nos valores, erraram ao falar que eu teria aceitado e depois mudado a oferta. Por isso resolvi falar. Não quero atacar ninguém, apenas contar a verdade e o presidente Modesto sabe o que foi conversado entre nós – disse Valdivia.

– Uma pessoa de minha confiança me ligou informando sobre a possibilidade de jogar no Santos. Como sempre faço, dei a liberdade para conversarmos a respeito. Me falaram que me viram atuar nas Eliminatórias. Me mandaram uma proposta e sentei com a minha família para avaliar, mas era para chegar antes (do fim do contrato) e disputar o Campeonato Paulista. Como o meu vínculo nos Emirados vai até agosto, agradeci e disse que não podia sair naquele momento. É importante deixar claro que fiquei muito agradecido pelo interesse e pela forma como o presidente Modesto conduziu as conversas. Foi uma conversa muito positiva e não tivemos nenhum tipo de desentendimento, muito pelo contrário. A impressão que ficou foi a melhor possível – completou.

O objetivo de Valdivia é atuar em um grande clube do Brasil ou da Argentina. O atleta entende que dessa forma teria mais chances de ser convocado para a Copa do Mundo de 2018.

– Eu ainda tenho muitos objetivos na carreira. Em alguns meses, começa a Copa das Confederações, no ano que vem tem a Copa do Mundo e o meu desejo é seguir defendendo o meu país. Sei que se eu estiver atuando em grandes centros, como o Brasil e Argentina, por exemplo, onde os campeonatos são mais competitivos, as minhas chances de estar no grupo são maiores. Há muitos detalhes para avaliar bem antes de tomar qualquer decisão – analisou.

Um dos trunfos do Santos para contar com Valdivia seria Dorival Júnior. O treinador nunca escondeu sua admiração pelo chileno, que foi decisivo para a manutenção do Palmeiras na Série A em 2015 mesmo com limitações físicas.

– Eu e o Dorival tivemos uma ótima relação no Palmeiras, ele confiou em mim naquele momento e sou muito grato por tudo o que ele me ofereceu. É uma grande pessoa, um excelente profissional e é claro que eu gostaria de trabalhar com ele novamente porque confiamos um no outro. Ele foi um dos poucos treinadores que reconheceu todo o esforço que fiz para jogar, mesmo não tendo condições. Além disso, revelou, publicamente, que eu entrei em campo lesionado. Já tive muitos técnicos que também viram esse mesmo esforço e não falaram nada, me deixaram sozinho em várias situações, mas isso eu prefiro guardar para mim. O Dorival fez o contrário, me elogiou para todo mundo ao dizer que eu não tinha condições de jogar e, mesmo assim, pedi para entrar em campo mesmo com os médicos dizendo que eu não deveria. Por essas, e muitas outras, razões seria muito legal poder trabalhar com ele novamente – admitiu.

Jogar pelo Peixe atrapalharia o carinho da torcida do rival Palmeiras. E os santistas poderiam não recebê-lo muito bem. Valdivia entende a rivalidade e admite que seria difícil no começo, mas não vê isso como uma barreira.

– Eu defendi o Palmeiras por sete anos e tenho muito respeito e carinho pelo clube e pela torcida. Sempre recebo várias mensagens de apoio dos torcedores e isso é algo que me deixa bem feliz. Por menor que seja a minha história no clube, ganhei títulos, fiz amizades com os funcionários, companheiros de time, molecada da base, e sempre levarei o clube no meu coração. Na época, eu saí por causa de alguns problemas com determinadas pessoas, mas já faz parte do passado – afirmou.

– Se eu atuar em outro clube no Brasil, sei que poderei ter alguns problemas, principalmente no começo, mas nada mudará o que vivi pelo Palmeiras. Eu mesmo já disse que não defenderia outro time no Brasil, mas também sou consciente de que a minha família depende de mim e que não podemos pensar somente no que os torcedores vão falar. Faço questão de repetir que tenho muito carinho e respeito pelos torcedores, mas a prioridade é a minha família. Eu vivo e trabalho para eles e se surgir uma boa possibilidade de retornar ao Brasil e eles estiverem de acordo, a decisão será tomada em conjunto pelo bem de nossa família – emendou.

Depois da notícia da negociação frustrada, repercutiu nas redes sociais uma publicação falsa de Valdivia no Facebook que dizia que ele nunca jogaria em “um time sem torcida”. O chileno só possui contas oficiais no Twitter e no Instagram e acionou os meios legais para remover os perfis fakes.

– Se alguém se sentiu ofendido por alguma publicação desse indivíduo, saiba que não tenho absolutamente nada a ver – concluiu.

globoesporte.com


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