Estupro coletivo em Castelo do Piauí completa dois anos neste sábado imprimir publicado em: 27 / 05 / 2017

Neste sábado (27) faz dois anos que a população piauiense se deparou com um dos crimes mais bárbaros já ocorrido no estado: o estupro coletivo contra quatro adolescentes na cidade de Castelo do Piauí. As vítimas foram espancadas e estupradas por quatro jovens, e um adulto, todos residentes no município.

menores

Iza, Julinária, Rafaela e Danielly viviam uma rotina normal de adolescentes, estudavam juntas e escolheram aquela tarde do dia 27 de maio de 2015, para ir ao Morro do Garrote, ponto turístico da cidade de Castelo do Piauí, para tirar fotos. Ao chegar ao local, de acordo com o inquérito policial, encontraram os meninos, juntamente com um adulto, Adão José de Sousa, usando drogas, crack, maconha e cocaína, fornecidas por Adão que usava os garotos para praticar roubos e furtos no município em troca de drogas.

De acordo com o depoimento do menor Gleidson Vieira, delator que veio a ser assassinado posteriormente, Adão comandou a ação, mandou que as meninas amarrassem umas as outras e sob o comando do adulto, elas foram estupradas, agredidas com pedras e facas. Algumas foram abandonadas amarradas nas árvores, e outras, que apresentaram maior gravidade de ferimentos, foram jogadas do topo do morro, que conta com altura de cerca de 5 metros, com um chute nas costas.

Os familiares das vítimas deram pela falta das mesmas, que se reuniram com demais amigos e parentes e foram à procura delas. Quando as encontraram, estavam amarradas e sem roupas. Danielly, de 17 anos, agravou seu estado de saúde e morreu no Hospital de Urgência de Teresina, em decorrência da violência sofrida.

Diante da repercussão, a polícia rapidamente prendeu o primeiro acusado, Gleidson Vieira, que gravou um vídeo dando detalhes do crime. Em seguida, os demais acusados foram presos, confessaram o crime alegando estarem sob o efeito de entorpecentes e indicaram a participação do maior de idade Adão, que seria o responsável por aliciá-los para praticar crimes na cidade, além de ter sido o mentor do crime.

Os quatro adolescentes foram condenados a pena máxima e transferidos para o Centro Educacional Masculino (CEM), onde Gleison Vieira da Silva foi assassinado pelos outros três que não o perdoaram por ter contado a polícia o papel de cada um deles no crime.

Os três menores foram julgados novamente e condenados também a pena máxima, com três anos de reclusão no CEM, pelo assassinato de Gleison Vieira, onde estão até hoje. O mentor do crime, Adão José Silva Souza, passou por julgamento e permanece detido.

PortalAZ


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