Jovem em Campo Maior pode ter sido vítima do jogo da “Baleia Azul” imprimir publicado em: 21 / 04 / 2017

resgateTudo leva a crer que o desafio “Baleia Azul”, vitimou mais um jovem no Piauí. O garoto, cuja identidade não foi revelada, de 17 anos, é morador do município de Campo Maior, e teve as marcas no corpo reconhecidas pela sua professora, nesta última quinta-feira (20/4) na escola estadual Leopoldo Pacheco.

O jovem, segundo informações do Hospital Regional de Campo Maior, foi recolhido na escola com arranhões nos pulsos e aparentemente apresentando sinais de depressão.

“Ele estava na escola quando as professoras ligaram para o SAMU. Elas informaram que ele estava passando mal. Os pulsos do garoto não estavam cortados, como foi divulgado na mídia da região. Foi encontrado arranhões, e sinais de depressão; mas o hospital tomou todas as medidas possíveis, e agora fica a encargo do município com o suporte social”, informou a assessoria do hospital.

De acordo com o portal Campo Maior em Foco, a diretora adjunta da escola, a professora Cândida Mendes, confirmou que ele teria tentado cortar os pulsos utilizando um estilete. Cândida revelou que o fato não se consumou por interferência dos colegas que conseguiram chegar a tempo.

“Quando isso aconteceu, chamei ele e conversei. Ele confirmou que entrou no jogo [Baleia Azul] e que tinha usado o estilete no braço. Não eram cortes, mas arranhões. Eu disse que não era certo o que ele estava fazendo e ele respondeu que sairia do jogo e voltou para a sala de aula”, relata a diretora.

Com relação aos desmaios do garoto, a professora não sabe informar se teve alguma ligação com as etapas do jogo que induzem o participante a consumir alguma substância tóxica. “Da escola ele não consumiu nada. Os colegas também disseram que não viram; e ele me disse antes de desmaiar, que não havia consumido nada. A não ser que tenha sido em casa”, pontua.

SOBRE O JOGO ‘BALEIA AZUL’

“Baleia Azul” é uma espécie de  jogo que ficou conhecido como uma sequência de 50 desafios que envolvem isolamento social, automutilação e incentivo ao suicídio. De maneira mais detalhada, o que circula pelo WhatsApp, é que balas envenenadas, em embalagens vermelhas, estariam sendo distribuídas para crianças. Por isso a suspeita de que essa criança no Piauí poderia ser mais uma vítima do tal joguinho. A informação começou a circular nesta semana em vários grupos do WhatsApp.

SINAIS DE ALERTA

Especialistas, pediatras, entidades ligadas a grupos de vida, que combatem o suicídio no mundo inteiro, estão espalhando formas de descobrir se seus filhos estariam participando deste jogo de alguma forma. É que a criança é desafiada ao entrar no jogo a certa situações que fazem com que ela corra risco de vida. Recomenda-se como dicas para os pais: Diálogo aberto em família, monitorar o uso da internet e de redes sociais; e propor atividades que valorizem mais o contato direto, projetos dos filhos para que se sintam acolhidos dentro de casa.  Os principais sinais que os pais devem estar atentos:

    Inscrições nas palmas das mãos;
    Automutilações (braços, pernas e lábios);
    Interesse repentino por filmes de terror;
    Atividades no meio da madrugada (o jogo pede que os desafios ocorram às 4h20);
    Exposição ao perigo com ‘visitas’ a locais altos;
    Desenhos de baleia;
    Ficar sem conversar por longos períodos.


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