Mudança na Caixa deixa compra da casa própria mais cara imprimir publicado em: 03 / 07 / 2017

casaA recente suspensão do financiamento imobiliário utilizando a linha Pró-Cotista pela Caixa Econômica Federal pode encarecer os planos de quem pretendia realizar o sonho da casa própria. A suspensão ocorreu devido ao esgotamento dos recursos do FGTS que estavam previstos para essa linha de crédito em 2017.

A linha era a mais barata depois do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mas permitia a compra de imóveis de maior valor, de até R$ 950 mil nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até R$ 800 mil no restante do país. No MCMV, o limite é de R$ 300 mil. Além disso, a renda familiar no MCMV não pode ultrapassar R$ 9.000.

Já no Pró-Cotista não há restrição quanto à renda. Basta o interessado estar trabalhando e contribuindo para o FGTS há pelo menos três anos ou ter uma conta inativa no fundo com saldo equivalente a 10% do valor do imóvel.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, diz que “nos próximos dias” a linha será restabelecida, com um reforço de R$ 2 bilhões, mas não definiu um prazo. O crédito imobiliário utilizando a linha Pró-Cotista na Caixa tem taxa de juros entre 7,85% e 8,85% ao ano, dependendo do grau de relacionamento do interessado com o banco. É, de longe, a taxa mais barata para quem busca financiar um imóvel de até R$ 950 mil.

Mas se você já estava com a negociação em andamento e não pode mais esperar, ou está interessado em um imóvel com valor superior ao aceito para financiamento na Pró-Cotista, terá de buscar opções de crédito mais salgadas no mercado, conforme mostra um estudo elaborado pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

Opções de financiamento disponíveis no mercado

A Caixa é a instituição que apresenta a melhor taxa no crédito imobiliário para imóveis em geral, de 10,24% ao ano, segundo a Proteste. A taxa média no mercado gira em torno dos 11,5%, mas é possível encontrar financiamentos ainda mais caros, de até 13% ao ano.

tabela

 Na simulação feita pela Proteste –para financiar 70% (R$ 672 mil) de um imóvel de R$ 960 mil ao longo de 30 anos–, a primeira prestação pode ficar até R$ 1.500 mais cara apenas por causa da diferença nas taxas cobradas pelos banco e do grau de relacionamento do cliente com a instituição, variando de R$ 7.500 (Caixa) a até R$ 9.000 (Santander).

“Mais importante do que olhar a taxa de juros é observar o Custo Efetivo Total (CET)”, alerta Renata Pedro, técnica da Proteste. “Há uma série de outros custos que são embutidos na hora de se fazer o financiamento imobiliário, como seguro, tarifas e avaliação do imóvel.”

Outra recomendação da especialista é procurar as linhas de crédito vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que o imóvel desejado se enquadre nas regras. Para isso, o valor do bem não pode ultrapassar R$ 950 mil caso esteja localizado nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e R$ 800 mil no restante do país. “Pelas regras do SFH, o juro cobrado pelo banco não pode passar de 12% ao ano”, diz Renata.

A especialista da Proteste também sugere que o comprador use o saldo depositado na sua conta de FGTS para abater a entrada do financiamento e reduzir o tamanho das prestações. Em geral, os bancos exigem que o interessado pague pelo menos 20% do valor do imóvel à vista para liberar o crédito.

uol.com


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