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26/02/2019 às 09h19 - atualizada em 26/02/2019 às 09h26

Redação

Teresina / PI

População de Corrente reclamam da qualidade da água fornecida pela Agespisa
A empresa arrecada cerca de 300 mil reais por mês para fazer o tratamento da água
População de Corrente reclamam da qualidade da água fornecida pela Agespisa

A água fornecida pela Agespisa para a população da cidade de Corrente-PI,  é imprópria para o consumo humano. Sem estrutura adequada para fazer o devido tratamento da água, o povo está consumindo “lama”. Nas torneiras sai uma água que não é inodora, nem insípida, muito menos incolor, propriedades indispensáveis na água potável. Nas residências dos correntinos, os reservatórios (caixa d´água), tem que ser lavados periodicamente para a retirada da lama acumulada.

Construída há 30 anos (1989), na gestão do então governador Alberto Silva, todo o sistema está ultrapassado, insuficiente para fazer sequer o processo de decantação. Os equipamentos estão velhos, enferrujados e sucateados. Os filtros são antigos, obsoletos, enferrujados e não atendem mais à demanda, portanto, insuficientes para a filtragem.

O problema é grave! Muitas pessoas adoecem por conta da contaminação da água. É comum nos postos de saúde e hospital da cidade casos de diarreia, cólera, verminoses, entre outras doenças, transmitidas através da ingestão de água contaminada. As famílias que possuem melhor poder aquisitivo compram água mineral mas, as famílias de baixa renda não tem para onde recorrer sendo obrigadas a consumir a água barrenta, com bactérias, que sai em suas torneiras.

Na época em que foi construída a Estação, a capacidade era para atender cerca de 1000 residências. Passados trinta anos, a estrutura continua a mesma para atender cerca de 11 mil ligações. No processo, são adicionadas  apenas as substâncias de sulfato de alumínio e hipoclorito de sódio. Para chegar às casas limpa e sem cheiro, a água deveria passar cerca de três horas dentro da estação de tratamento (ETA), o que inclui fases de decantação da sujeira, filtragem e adição de cloro, entre outras etapas. A água que é retirada do rio possui impurezas (bactérias), é enviada diretamente para os consumidores sem receber o tratamento adequado.

A aposentada Laurenita Medeiros de Sousa, 71, moradora no bairro Morro do Pequi, disse que “os ricos podem beber água boa, mas nós pobres, estamos bebendo lama, não temos outra alternativa, não vamos morrer de sede”, explicou, a idosa, lembrando que o pouco dinheiro que recebe dá apenas para comprar o arroz e o feijão.

O descaso não é apenas na estação de tratamento. A caixa d´água, reservatório que abastece a cidade também não atende aos critérios básicos exigidos por Lei. O tamanho é muito abaixo da demanda, tem infiltrações e acumula muita sujeira.

Segundo Iran Nogueira, químico industrial, que responde pelo setor técnico industrial da Agespisa, o sistema opera além da capacidade máxima e não dá conta de realizar os procedimentos necessários para purificação da água. “Não há o processo de decantação, o problema é muito grave quanto a poluição e o colapso hídrico, no ritmo que vai acredito que em sete anos (2025), o rio Corrente estará completamente morto”, alertou, o funcionário.

De acordo com o diretor da Agespisa em Corrente, Claudeci Fernandes dos Santos, a empresa arrecada cerca de 300 mil reais por mês e conta com um quadro de 24 funcionários. Destes, sete atuam diretamente na estação; seis no setor de vazamentos, ligações, cortes e outros serviços externos e, apenas dois na área de esgotos.






FONTE: Com informações do Fort Notícias

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