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Polícia

20/03/2019 às 13h56 - atualizada em 20/03/2019 às 13h59

Redação

Teresina / PI

Servidores teriam recebido R$ 300 mil para beneficiar empresas na Seduc/PI
Segundo o delegado Reinaldo Camelo, chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro da Superintendência da PF/PI, são pelo menos R$ 300 mil em movimentações suspeitas rastreadas.
Servidores teriam recebido R$ 300 mil para beneficiar empresas na Seduc/PI

A Polícia Federal confirmou que investiga suspeita de pagamento de propina a servidores públicos, para beneficiar empresas contratadas pela Secretaria de Educação do Piauí, em 2014, para o fornecimento de gêneros alimentícios (merenda escolar). Segundo o delegado Reinaldo Camelo, chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro da Superintendência da PF/PI, são pelo menos R$ 300 mil em movimentações suspeitas rastreadas.

O esquema funcionava de forma a favorecer empresas participantes do Pregão Presencial nº 001/2014. "E conseguimos identificar que esse pregão teve uma atuação extremamente restritiva, para eliminar as empresas concorrentes, direcionada para beneficiar determinadas empresas, como também alguns elementos do pregão, como justificativas elencadas, que foram constatadas que eram inverídicas, de forma a beneficiar as vencedoras", diz o delegado.

Três empresas investigadas e seus proprietários, além do setor de Licitações da Seduc, foram alvos de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (20/03), durante a Operação Boca Livre.

Sobre as investigações

Em um trabalho realizado em parceria com a Controladoria Geral da União, foi identificada fraude em processo licitatório realizado pela SEDUC e a decorrente contratação, com sobrepreço, para aquisição de merenda escolar e distribuição em escolas da rede estadual de ensino. Foram empregados recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

"As investigações revelaram que um grupo de empresas atuou conjuntamente com agentes públicos na fraude à licitação realizada pela SEDUC/PI em 2014. A fraude possibilitou o direcionamento do objeto às empresas e a contratação dos gêneros alimentícios com sobrepreço", explica a nota da PF.


 

FONTE: 180graus

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