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21/03/2019 às 15h10

Redação

Teresina / PI

'É uma barbaridade', disse Temer a jornalista sobre prisão
A declaração foi dada por telefone ao jornalista Kennedy Alencar, segundo ele próprio relatou ao vivo na rádio CBN.
 'É uma barbaridade', disse Temer a jornalista sobre prisão

 O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse se tratar de "uma barbaridade" o cumprimento do mandado de prisão expedido contra ele pelo juiz federal Marcelo Bretas, da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (21).

A declaração foi dada por telefone ao jornalista Kennedy Alencar, segundo ele próprio relatou ao vivo na rádio CBN. "Eu telefonei para o presidente Michel Temer, ele atendeu, diretamente, e perguntei o que estava acontecendo. Ele disse que estava na companhia de policiais federais", disse o jornalista à rádio.

Alencar também confirmou com o ex-presidente que o mandado de prisão foi expedido pelo juiz federal Marcelo Bretas, e que Temer estava a caminho do aeroporto de Guarulhos. "'É uma barbaridade' foi como ele reagiu à prisão", disse o jornalista ao vivo. 

Temer é o segundo presidente a ser preso após ação na esfera penal -o primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018.  Segundo a reportagem apurou, a prisão de Temer tem relação com delação de executivo da empreiteira Engevix, que envolveria propina para campanha eleitoral do emedebista. A prisão foi antecipada pela TV Globo.

O advogado de Temer, Brian Alves Prado, afirmou que a defesa do ex-presidente ainda não foi informada sobre o motivo da prisão. "Só sei do que saiu na TV", afirma Prado. Em junho de 2018, o empreiteiro José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, prestou depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura se empresas do setor portuário pagaram propinas a Temer. Segundo pessoa com acesso às investigações, ele confirmou que foi cobrado pelo coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, a fazer um pagamento de R$ 1 milhão.

O valor seria uma contrapartida à subcontratação da empreiteira para executar serviços de um contrato da Eletronuclear com empresa ligada a Lima. Os recursos teriam sido destinados à campanha de 2014, quando Temer foi candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT).
Sem foro Ao ficar sem mandato neste ano, Temer perdeu a prerrogativa de foro perante o Supremo, e denúncias contra ele foram mandadas para a primeira instância da Justiça Federal.

Recentemente, o ministro Luís Roberto Barroso deferiu pedido da PGR para que se abram cinco novas investigações sobre o emedebista, que tramitarão na primeira instância.

Temer foi denunciado em dezembro pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia decorreu de investigação aberta em 2017, na esteira da delação da JBS, sobre supostas irregularidades na edição do Decreto dos Portos, assinado por Temer em maio daquele ano.

FONTE: Folhapress

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