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17/05/2019 às 14h02

Redação

Teresina / PI

Advogados ingressaram 19 mil ações fraudulentas, diz Gaeco
Ao todo, 27 pessoas são investigadas, entre outros, advogados, líderes comunitários e até o esposo de uma vereadora no interior do Estado.
Advogados ingressaram 19 mil ações fraudulentas, diz Gaeco

Investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado, apontou que os advogados  alvos da operação Coiote teriam ingressado cerca de 19 mil ações de indenização por danos morais fraudulentas. Ao todo, 27 pessoas são investigadas, entre outros, advogados, líderes comunitários e até o esposo de uma vereadora no interior do Estado.

Foram apuradas ações indenizatórias ingressadas de 2011 a 2017. A investigação do Gaeco teve início há dois anos e o balanço da operação foi divulgado em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (17). De acordo com o MP, os  chamados 'coiotes' [pessoas com influência na comunidade] cooptavam aposentados que contavam com advogados para ingressar ações indenizatórias fraudulentas por danos morais.

O promotor Rômulo Cordão, coordenador do Gaeco, explica que os aposentados eram cooptados com a promessa de recebimento de vantagens financeiras decorrentes da anulação de empréstimos consignados.

"Via de regra, esses contratos foram realizados com a anuência do aposentado, ou seja, o aposentado quis de fato fazer aquele empréstimo. Contudo, ele era cooptado sob o artifício de anular aquele empréstimo, como se não tivesse solicitado, vislumbrando uma vantagem", explica Córdão.

O valor das ações por danos morais constatadas até o momento variavam entre R$ 4 mil a R$ 40 mil, valores divididos em partes iguais entre advogados e aposentados, de acordo com o MP. Ontem a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí, disse que foi informada sobre a operação e está acompanhando toda ação.

No Piauí foram cumpridos mandados em São Raimundo Várzea Branca, Fartura do Piauí, Bonfim do Piauí, São João do Piauí e Teresina. Na Bahia, o alvo da operação foi na cidade de Juazeiro.

Os envolvidos no esquema podem responder por estelionato, apropriação indébita, coação de aposentado, formação de quadrilha ou bando, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Até o momento, 40 aposentados foram ouvidos. Os advogados e os conhecidos "coiotes" ainda serão intimados. Ninguém foi preso na primeira fase da operação.

FONTE: Cidade Verde

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