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Esportes

08/06/2019 às 08h34

Redação

Teresina / PI

Altos: mantida absolvição do presidente sobre mala branca
A "mala branca" teria sido oferecida por José Freire da Costa, então presidente do Botafogo (PB), para que o Altos, já eliminado, não perdesse na última rodada para o Náutico (PE), em Teresina (PI).
 Altos: mantida absolvição do presidente sobre mala branca
Presidente da Associação Atlética de Altos, Warton Lacerda

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva manteve, nesta sexta-feira (7), a absolvição do presidente da Associação Atlética de Altos, Warton Lacerda, em processo por suposta negociação de resultados na Copa do Nordeste de 2018 - o caso da "mala branca", quando dinheiro é oferecido como estímulo para vitória de um time.

A "mala branca" teria sido oferecida por José Freire da Costa, então presidente do Botafogo (PB), para que o Altos, já eliminado, não perdesse na última rodada para o Náutico (PE), em Teresina (PI). A partida terminou empatada em 2 a 2 e o time paraibano avançou para a fase seguinte e os pernambucanos foram eliminados.

A denúncia foi feita pela Procuradoria do STJD depois de ofício enviado pela 2ª Promotoria de Justiça de Altos, que enviou informações sobre a suposta negociação irregular.

Em abril, a Quarta Comissão Disciplinar do STJD, absolveu Warton Lacerda, mas puniu o ex-presidente do Botafogo (PB) com multa de R$ 20 mil.

Nesta sexta-feira (7), o tribunal pleno julgou recurso da Procuradoria, que queria garantir a punição a todos os envolvidos. O auditor João Bosco pediu multa de R$ 50 mil e suspensão por 180 dias para o presidente do Altos, além de multa para o ex-presidente do Botafogo e eliminação da equipe.

Dois auditores seguiram o relator na íntegra. Mas um voto contrário do auditor Ronaldo Piacente, que defendeu a absolvição de Warton Lacerda, foi seguido por outros dois auditores. O presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, desempatou em favor do dirigente piauiense: 4 a 3.

José Freire da Costa, que já havia sido condenado no primeiro julgamento, teve a multa ampliada de R$ 20 para R$ 50 mil e ainda foi suspenso por um ano do futebol brasileiro.

O presidente do Altos foi defendido no julgamento pelo advogado Isaac Chaficks, que alegou não haver comprovação sobre pagamento de valor para que o clube piauiense não fosse derrotado pelo Náutico.

FONTE: Coluna na Esportiva

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