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Brasil

14/06/2019 às 10h45 - atualizada em 15/06/2019 às 08h43

Redação

Teresina / PI

Protesto contra a reforma da Previdência fecha ruas do Centro de Teresina
Professores da rede estadual deflagraram greve por tempo indeterminado e ônibus estão parando conforme chegam à Praça da Bandeira, Centro de Teresina. Picos, no Sul do Piauí, também registrou protestos.
Protesto contra a reforma da Previdência fecha ruas do Centro de Teresina

Acontecem nesta sexta-feira (14) no Centro de Teresina, logo antes da Praça da Bandeira - diante do prédio do INSS - e diante do Palácio de Karnak, protestos contra a proposta de reforma da Previdência e contra os cortes na educação anunciados recentemente pelo Governo Federal. A cidade de Picos também registrou protestos.

Algumas categorias aderiram à proposta de greve geral proposta para a data. Além disso, estão em greve por tempo indeterminado os professores da rede estadual de educação e o transporte público da capital está sendo paralisado aos poucos. Apenas os ônibus que circulam pelo Centro estão deixando de circular.

Desde as 8h, os manifestantes estão reunidos nos dois pontos da cidade com cartazes e carros de som. Na Praça da Bandeira, diante do prédio do INSS, os manifestantes estão mantendo os ônibus parados a partir deste ponto. Desde o início do protesto, está fechado o cruzamento das ruas Areolino de Abreu com Rui Barbosa.

Às 9h40, o grupo iniciou uma caminhada pelas ruas do Centro. A primeira parada aconteceu diante da Prefeitura de Teresina, que fica do lado oposto da Praça da Bandeira. Em seguida, o grupo seguiu pela avenida Maranhão, fechando por volta das 10h os dois lados da avenida, que liga as Zonas Sul e Norte de Teresina. Às 10h20, foi liberado o sentido Sul/Norte.

Depois de liberar a Avenida Maranhão, entrando na rua Paissandu às 10h30. Em seguida, o grupo seguiu rumo ao sentido Leste da cidade fechando por alguns minutos e liberando em seguida as ruas João Cabral, Riachuelo e Barroso.

A previsão é encerrar a caminhada na Praça da Liberdade, ao lado do Palácio de Karnak, onde o outro grupo já está concentrado.

No Palácio de Karnak, sede do executivo do estado, a partir das 9h15 o grupo de manifestantes decidiu fechar a rua Sete de Setembro, que fica na lateral do Palácio. Neste protesto, a maioria dos manifestantes é da categoria da educação estadual.

Serviços e atividades afetadas

Educação

Por conta do ato, que inclui uma greve geral, as aulas na rede estadual estão suspensas porque os professores iniciam nesta sexta-feira (14) uma greve por tempo indeterminado. Além das demandas nacionais, localmente a categoria se mobiliza também por melhores condições de trabalho.

"Estamos em luta pela valorização dos trabalhadores da educação. A partir de hoje paramos por tempo indeterminado até um diálogo com o governo estado. Pedimos reajuste de 4,17%, deferimento das aposentadorias, promoções de classe e nível, infraestrutura das escolas como melhores merendas e transportes escolares. Tudo isso que chamamos de valorização profissional. As aulas de todo o estado estão paradas, temos que buscar o mínimo possível de valorização", informou a presidente do Sinte, Paulina Almeida.

Transporte

Outro serviço afetado é o transporte público na capital. Os ônibus param conforme chegam à Praça da Bandeira, formando um longo engarrafamento pela rua Areolino de Abreu, Arlindo Nogueira e atingindo a avenida Frei Serafim, atingindo quase 2 km de congestionamento.

Todos os veículos deixaram as garagens, mas tos que circulam pelo Centro ficarão parados enquanto durar o protesto. Segundo o Sindicato da categoria, a frota só deve voltar a rodar normalmente a partir das 13h.

Segundo a Superintendência Municipal de Trânsito, a população deve pegar os ônibus que circulam pela Zona Sul de Teresina, que estão sendo menos afetados pela paralisação.

"O trabalhador do transporte deveria ter uma aposentadoria especial, existe uma lei da década de 90 que com a reforma da Previdência não deve ser contemplada, e essa reforma só deve é precarizar ainda mais a vida dos trabalhadores. Por isso, hoje a paralisação permanece enquanto durar o movimento", informou Fernando Feijão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sintetro).

FONTE: G1 Piauí

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