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10/07/2019 às 16h33

Redação

Teresina / PI

Terceirizados da Uespi paralisam alegando quatro meses sem salário
A categoria formalizou a paralisação em documento entregue à reitoria da universidade na manhã desta quarta-feira (10).
 Terceirizados da Uespi paralisam alegando quatro meses sem salário

Funcionários terceirizados responsáveis pela limpeza e serviços gerais da Universidade Estadual do Piaui (Uespi) denunciam atraso de quatro meses no pagamento de salários e tiquetes de alimentação. A categoria formalizou a paralisação em documento entregue à reitoria da universidade na manhã desta quarta-feira (10).

De acordo com o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação, a situação de atraso na Uespi se arrasta há três anos. “Vamos dialogar com a categoria e dependendo da resposta que nos for dada vamos avaliar se a classe vai grevar ou não”, afirma a presidente do sindicato, Maria José Silva .

Em nota, a administração da Uespi informou que realizou todos os procedimentos que competem à universidade e aponta para esta semana o pagamento dos salários. "O governo deu a previsão de repassar o pagamento no dia 10/07 para empresa, e a mesma se comprometeu em realizar o pagamento dos seus funcionários no dia seguinte", assinala a nota.

O sindicato informa que a situação de atraso no pagamento também se estende aos demais terceirizados do estado. "Uespi, hospitais estaduais e outros órgãos. Em todo o Piauí há uma média de 5 mil terceirizados nessa situação", destaca Maria José Silva.

No final de 2018, os terceirizados da Uespi e do Detran realizaram paralisações denunciando três meses sem receber salários e sem nenhum sinal do décimo terceiro.

Em abril deste ano, servidores de duas empresas terceirizadas do Hospital Getúlio Vargas (HGV) paralisaram justificando estarem a três meses sem receber salários.

Situação difícil

A professora de filosofia Joana Dark Almeida trabalhou na universidade por quatro anos, desses, 11 meses como terceirizada. “Presenciei pessoas que iam na parte da manhã sem saber como almoçar ou voltar para casa porque não tinham dinheiro. Algumas pessoas têm problemas psicológicos porque passam por necessidade com filhos em casa”, lamentou.

Joana, que era funcionária administrativa terceirizada, foi demitida em fevereiro e alega dificuldades em ter acesso ao seu FGTS. “Nunca consegui dar entrada no seguro desemprego”, reclama.

NOTA UESPI

A Universidade Estadual do Piauí, em relação a reivindicação dos servidores da empresa Limpel sobre o atraso de salário, informa que já realizou todos os procedimentos que competem à instituição para solicitação da liberação financeira.

Comunica ainda que o governo deu a previsão de repassar o pagamento no dia 10/07 para empresa, e a mesma se comprometeu em realizar o pagamento dos seus funcionários no dia seguinte. A UESPI reitera que vem mantendo contato com a Secretaria de Fazenda do Estado do Piauí, responsável direta pela liberação, a fim de agilizar a situação.

Sobre a questão dos repasses financeiros às empresas terceirizadas, a Secretaria de Fazenda informou o governo negociou a situação.

NOTA SEFAZ

A Sefaz informa que todas as empresas de terceirização fecharam acordo com o governo e ressalta que o Estado vem cumprindo com o programado.

FONTE: Cidade Verde

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