Venezuela: em meio à crise, Maduro aumenta salário mínimo em 50% imprimir publicado em: 03 / 07 / 2017

maduroEm meio à grave crise da Venezuela, que enfrenta um cenário de alta inflação e protestos diários contra o governo, o presidente Nicolás Maduro, anunciou um reajuste de 50% no salário mínimo do país. O aumento, que é o terceiro desde o início do ano, não foi bem recebido pelos trabalhadores, que apontam o valor como insuficiente e artificial. “[O novo salário mínimo] não cobre nem um terço do custo da cesta básica e irá resultar em maior inflação e desemprego“, disse o Secretário-Geral Confederação de Trabalhadores da Venezuela, José Elías Torres, ao jornalEl Estímulo.

O anuncio de Maduro foi feito no domingo, durante um ato televisivo ao lado de partidários. Segundo o presidente venezuelano, o salário mínimo e as aposentadorias serão elevados a 97.531 bolívares – o que equivaleria a 32 dólares, de acordo com o novo sistema de venda de divisas, conhecido como DICOM. O salário mínimo anterior era de 65.021 bolívares. Os dois aumentos anteriores foram de 50% em janeiro e de 60% em maio.

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A elevação no salário mínimo ocorre em um momento em que se registram protestos diários contra o governo. A dura repressão do governo deixou mais de 80 mortos desde o começo de abril. Centenas de pessoas foram detidas e outras 1.400 ficaram feridas nas manifestações. Os venezuelanos enfrentam uma severa crise econômica, altamente dependente das importações, com uma inflação de três dígitos e graves problemas dedes abastecimento de alimentos, suplementos médicos e outros produtos básicos.

Maduro atribui a espiral inflacionária e a escassez de produtos básicos a uma “guerra econômica” promovida por adversários políticos e empresários para desestabilizar seu governo, mas analistas asseguram que a situação econômica do país está estritamente relacionada com o sistema de controle de câmbio e de preços em vigor desde 2003. “Se me derem a Constituinte, eu lhes dou a vitória sobre os preços”, disse Maduro, em alusão à queda no poder de compra dos venezuelanos nos últimos três anos e ao seu apelo para uma Assembleia Constituinte, a fim de redigir uma nova Constituição.

Referendo

A oposição venezuelana, contrária convocação da Assembleia Constituinte de Maduro, anunciou nesta segunda-feira a realização, em 16 de julho, de um referendo para que os cidadãos decidam se concordam com o presidente.”Que seja o povo que decida se rejeita ou desconhece a Constituinte convocada inconstitucionalmente por Nicolás Maduro”, assinalou o presidente do Parlamento – de maioria opositora – Julio Borges, em um ato com setores da sociedade civil realizado no teatro de Chacao, leste de Caracas.

No Brasil

Enquanto isso no Brasil, em meio grave crise de corrupção,desemprego que atinge mais de 14 milhões de trabalhadores e protestos “segundários”( a cada segundo) nas redes sociais,o governo Temer, não aumenta salários dos trabalhadores como também tenta de todas as formas retirar garantias dos já massacrados trabalhadores brasileiros,através de reformas,que na voz dele se diz “modernização”.


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